Iniciativa conjunta entre Global Strike Command, Air Force Materiel Command e Defense Logistics Agency já reduziu de 450 para cerca de 160 os problemas de peças que afetam missões
O Comando de Ataque Global, da Força Aérea dos Estados Unidos (Air Force Global Strike Command, AFGSC) lançou, em parceria com o Comando de Material da Força Aérea (Air Force Materiel Command, AFMC) e a Agência de Logística de Defesa (Defense Logistics Agency, DLA), a "North Star Readiness Campaign" (NSRC), uma iniciativa destinada a aumentar o número de bombardeiros B-52 Stratofortress e B-1 Lancer aptos para missão.
O anúncio foi feito pela base de Barksdale, na Louisiana, local que integra o esforço da Força Aérea, a fim de manter a frota de bombardeiros estratégicos pronta para operações globais, enquanto os programas de modernização de longo prazo dessas aeronaves avançam.
A campanha surge, como resposta direta à necessidade de manter uma força de bombardeiros disponível e pronta, para emprego a qualquer momento. Enquanto o B-52 e o B-1B seguem recebendo atualizações para permanecer operacionais por décadas, o B-2 Spirit continuará sendo mantido em máxima capacidade de combate, até que o B-21 Raider, atinja plena capacidade operacional.
"A North Star Readiness Campaign é o nosso compromisso de garantir que o combatente tenha a força de bombardeiros da nação pronta para agir a qualquer momento", afirmou o Gen. S.L. Davis, comandante do AFGSC.
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| Um B-52H Stratofortress passando por manutenção programada é rebocada para um hangar na Base Aérea Tinker, Oklahoma, em 28 de julho de 2025. |
Segundo ele, a iniciativa reúne operadores do Global Strike Command, especialistas em aquisição e sustentação do AFMC e parceiros logísticos da DLA em torno de um único objetivo: a prontidão operacional.
Davis destacou ainda que, a modernização das aeronaves, aliada à garantia de peças e suporte adequado às equipes de manutenção, envia um sinal a adversários e aliados de que a capacidade de ataque penetrante de longo alcance dos Estados Unidos permanece incomparável.
Logística como eixo central
O núcleo da campanha está, na parceria entre AFGSC, AFMC e a cadeia de suprimentos, incluindo a DLA, com o objetivo de eliminar gargalos logísticos e agilizar o fluxo de peças, suporte de engenharia e manutenção em nível de depósito.
Um dos instrumentos citados, são as reuniões diárias de "aircraft-on-ground", que reúnem representantes da DLA, da cadeia de suprimentos, de esquadrões de prontidão logística de base e de mantenedores da linha de voo para identificar e resolver atrasos de peças com mais rapidez.
Segundo a Força Aérea, essa integração permitiu reduzir o tempo de recebimento das remessas, que antes levavam uma semana ou mais, para prazos de apenas dois a três dias.
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| James Shobert, realiza manutenção programada em uma aeronave B-1 no Complexo Logístico Aéreo de Oklahoma City na Base Aérea de Tinker, Okla. O B-1 está recebendo atualizações fora de seu cronograma de manutenção para aumentar sua letalidade no futuro. |
A Ten. Gen. Linda Hurry, comandante do AFMC, afirmou que o engajamento constante entre a liderança do Global Strike e os logísticos conjuntos ajudou a revigorar a cadeia de suprimentos, devolvendo aeronaves à frota mais rapidamente após manutenção em depósito e aumentando a capacidade e capacitação dos bombardeiros.
Resultados já mensuráveis
De acordo com a Força Aérea, desde o início da campanha o número de MICAPs — problemas de peças que impactam diretamente a capacidade de cumprir missões — caiu de mais de 450 para aproximadamente 160.
A redução, permitiu que as equipes de sustentação deslocassem o foco de emergências imediatas para pedidos em atraso de alta prioridade e tendências de falhas emergentes, antecipando problemas antes que se tornem críticos.
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| Militares da Força Aérea dos EUA do 96º Esquadrão de Geração de Bombardeiros e do 2º Esquadrão de Logística desembalam uma peça da carenagem inferior para uma aeronave B-52H Stratofortress na Base Aérea de Barksdale, Louisiana, em 17 de julho de 2026. (Foto da Força Aérea dos EUA) |
Matt Miller, diretor executivo de Logística e Engenharia do AFGSC, ressaltou que o fortalecimento da cadeia de suprimentos e do suporte de engenharia torna a manutenção mais rápida e menos complexa, contribuindo para que as aeronaves permaneçam ativos estratégicos confiáveis por décadas.
A campanha também incorpora inovações vindas diretamente da linha de voo. O Chief Master Sgt. Shane Anderson, líder de gestão de mudanças da NSRC, citou como exemplo um manual desenvolvido pelos próprios aviadores para otimizar o processo de manutenção de fase, que reduziu significativamente os prazos sem comprometer segurança.
No caso específico do B-1B Lancer — que segue realizando missões de combate quase 50 anos após entrar em serviço — os esforços da campanha se concentram em agilizar a disponibilidade de peças estruturais e aviônicas críticas, em conjunto com AFMC e DLA, para simplificar os ciclos de manutenção em depósito.
Fonte e fotos: US Air Force




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