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segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Estados Unidos reforçam cadeia de suprimentos para manter bombardeiros B-52 e B-1 prontos para combate

Iniciativa conjunta entre Global Strike Command, Air Force Materiel Command e Defense Logistics Agency já reduziu de 450 para cerca de 160 os problemas de peças que afetam missões


Um B-1B Lancer do 498º Grupo de Bombardeio se prepara para ser transportado na Base Aérea de Dyess, Texas, 23 de janeiro de 2024. A fuselagem foi recentemente transportada para o Instituto Nacional de Pesquisa em Aviação da Wichita State University, em Kansas, para facilitar o protótipo do super painel da fuselagem intermediária dianteira. (Foto da Força Aérea dos EUA)

O Comando de Ataque Global, da Força Aérea dos Estados Unidos (Air Force Global Strike Command, AFGSC) lançou, em parceria com o Comando de Material da Força Aérea (Air Force Materiel Command, AFMC) e a Agência de Logística de Defesa (Defense Logistics Agency, DLA), a "North Star Readiness Campaign" (NSRC), uma iniciativa destinada a aumentar o número de bombardeiros B-52 Stratofortress e B-1 Lancer aptos para missão. 

O anúncio foi feito pela base de Barksdale, na Louisiana, local que integra o esforço da Força Aérea, a fim de manter a frota de bombardeiros estratégicos pronta para operações globais, enquanto os programas de modernização de longo prazo dessas aeronaves avançam.

A campanha surge, como resposta direta à necessidade de manter uma força de bombardeiros disponível e pronta, para emprego a qualquer momento. Enquanto o B-52 e o B-1B seguem recebendo atualizações para permanecer operacionais por décadas, o B-2 Spirit continuará sendo mantido em máxima capacidade de combate, até que o B-21 Raider, atinja plena capacidade operacional.

"A North Star Readiness Campaign é o nosso compromisso de garantir que o combatente tenha a força de bombardeiros da nação pronta para agir a qualquer momento", afirmou o Gen. S.L. Davis, comandante do AFGSC. 

Um B-52H Stratofortress passando por manutenção programada é rebocada para um hangar na Base Aérea Tinker, Oklahoma, em 28 de julho de 2025. 

Segundo ele, a iniciativa reúne operadores do Global Strike Command, especialistas em aquisição e sustentação do AFMC e parceiros logísticos da DLA em torno de um único objetivo: a prontidão operacional.

Davis destacou ainda que, a modernização das aeronaves, aliada à garantia de peças e suporte adequado às equipes de manutenção, envia um sinal a adversários e aliados de que a capacidade de ataque penetrante de longo alcance dos Estados Unidos permanece incomparável.

Logística como eixo central

O núcleo da campanha está, na parceria entre AFGSC, AFMC e a cadeia de suprimentos, incluindo a DLA, com o objetivo de eliminar gargalos logísticos e agilizar o fluxo de peças, suporte de engenharia e manutenção em nível de depósito. 

Um dos instrumentos citados, são as reuniões diárias de "aircraft-on-ground", que reúnem representantes da DLA, da cadeia de suprimentos, de esquadrões de prontidão logística de base e de mantenedores da linha de voo para identificar e resolver atrasos de peças com mais rapidez. 

Segundo a Força Aérea, essa integração permitiu reduzir o tempo de recebimento das remessas, que antes levavam uma semana ou mais, para prazos de apenas dois a três dias.

James Shobert, realiza manutenção programada em uma aeronave B-1 no Complexo Logístico Aéreo de Oklahoma City na Base Aérea de Tinker, Okla. O B-1 está recebendo atualizações fora de seu cronograma de manutenção para aumentar sua letalidade no futuro.

A Ten. Gen. Linda Hurry, comandante do AFMC, afirmou que o engajamento constante entre a liderança do Global Strike e os logísticos conjuntos ajudou a revigorar a cadeia de suprimentos, devolvendo aeronaves à frota mais rapidamente após manutenção em depósito e aumentando a capacidade e capacitação dos bombardeiros.

Resultados já mensuráveis

De acordo com a Força Aérea, desde o início da campanha o número de MICAPs — problemas de peças que impactam diretamente a capacidade de cumprir missões — caiu de mais de 450 para aproximadamente 160. 

A redução, permitiu que as equipes de sustentação deslocassem o foco de emergências imediatas para pedidos em atraso de alta prioridade e tendências de falhas emergentes, antecipando problemas antes que se tornem críticos.

Militares da Força Aérea dos EUA do 96º Esquadrão de Geração de Bombardeiros e do 2º Esquadrão de Logística desembalam uma peça da carenagem inferior para uma aeronave B-52H Stratofortress na Base Aérea de Barksdale, Louisiana, em 17 de julho de 2026. (Foto da Força Aérea dos EUA)

Matt Miller, diretor executivo de Logística e Engenharia do AFGSC, ressaltou que o fortalecimento da cadeia de suprimentos e do suporte de engenharia torna a manutenção mais rápida e menos complexa, contribuindo para que as aeronaves permaneçam ativos estratégicos confiáveis por décadas.

A campanha também incorpora inovações vindas diretamente da linha de voo. O Chief Master Sgt. Shane Anderson, líder de gestão de mudanças da NSRC, citou como exemplo um manual desenvolvido pelos próprios aviadores para otimizar o processo de manutenção de fase, que reduziu significativamente os prazos sem comprometer segurança.

No caso específico do B-1B Lancer — que segue realizando missões de combate quase 50 anos após entrar em serviço — os esforços da campanha se concentram em agilizar a disponibilidade de peças estruturais e aviônicas críticas, em conjunto com AFMC e DLA, para simplificar os ciclos de manutenção em depósito.

Fonte e fotos: US Air Force

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