Nova variante baseada no Block 70 surge como alternativa de menor custo para cobrir déficit operacional até o ritmo de entregas do F-35 se estabilizar
A Lockheed Martin, apresentou à Força Aérea dos Estados Unidos (USAF), uma proposta para o fornecimento de uma variante atualizada do caça F-16, batizada de F-16G.
A iniciativa, busca preencher a lacuna operacional gerada pelo envelhecimento das unidades de Fighting Falcon em serviço, diante de uma capacidade de produção do caça stealth F-35, que ainda não atende à velocidade de substituição exigida pelo comando norte-americano.
De acordo com fontes, o F-16G é uma evolução do modelo Block 70, o mais recente em produção. A nova versão deve incorporar tanques de combustível conformais (CFT), tanques subalares de 600 galões, sensores de busca e rastreamento por infravermelho (IRST), casulos de designação de alvos SNIPER e paraquedas de frenagem (drag chute).
A avaliação de novos caças F-16 pela USAF não é recente. Em 2021, a liderança de aquisições do departamento já sinalizava o interesse em aproveitar a linha de montagem ativa em Greenville, na Carolina do Sul, para contornar o déficit de aeronaves na frota.
O movimento ganhou força após um estudo interno em 2025 indicar a necessidade de acelerar a entrega de jatos de combate para suportar os requisitos da Estratégia Militar Nacional.
Estimativas apontam que, o aumento no volume de compras pode expandir o inventário de caças da USAF dos atuais 1.098 jatos para 1.558 até o ano fiscal de 2035.
Procuradas para comentar a proposta, a Lockheed Martin afirmou estar pronta para atender às necessidades da USAF com soluções comprovadas, enquanto a Força Aérea declarou que analisa opções dentro dos planejamentos orçamentários futuros, sem ter definido ainda os requisitos exatos ou a lista final de concorrentes.
F-16G em debate de alto nível
A proposta da nova variante do Fighting Falcon será debatida nas reuniões Corona, encontro de alto nível que reúne a cúpula de generais da Força Aérea dos EUA. O modelo desponta como uma solução pragmática para recompor a capacidade de combate com custos operacionais inferiores aos de plataformas de quinta geração.

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