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terça-feira, 15 de setembro de 2026

Marinha francesa recebe suas duas primeiras aeronaves Falcon 2000LXS Albatros de vigilância marítima

Falcon 2000LXS Albatros substituirá frota de Falcon 50M e Falcon 200 Gardian dentro do programa AVSIMAR, com radar SearchMaster e alcance de 4.000 milhas náuticas

Vista frontal do Albatros destacando o radome montado no queixo que abriga o radar SearchMaster da Thales. Observe o sistema eletro-óptico Safran EuroFLIR 410 atrás dele. G. Gosset / Dassault-Aviation

A Direção-Geral de Armamento da França (DGA), entregou oficialmente as duas primeiras aeronaves de vigilância e intervenção marítima Falcon 2000LXS Albatros, a Marinha francesa. As unidades foram recebidas em julho de 2026, e já estão integradas a Flottille 24F, na base aeronaval de Lann-Bihoué.

A entrega, marca um novo estágio do programa AVSIMAR (Avions de Surveillance et d'Intervention Maritime), que prevê um total de 12 aeronaves, para substituir a frota de Falcon 50M e Falcon 200 Gardian. O contrato foi fechado em dois lotes: sete unidades encomendadas em dezembro de 2020 e mais cinco em setembro de 2025.

Da certificação à entrada em serviço

O caminho, até a entrega começou com o voo inaugural do Albatros, realizado em 24 de janeiro de 2025, nas instalações da Dassault Aviation em Bordeaux-Mérignac. Depois de campanhas de testes em voo e certificação conduzidas pela DGA em Istres, a aeronave seguiu para Lann-Bihoué, onde passa por avaliações militares sob responsabilidade do centro de experimentação de aviação naval CEPA 10/S.

Desempenho superior às plataformas legadas

Derivado do jato executivo civil Falcon 2000LXS, o Albatros representa um salto de capacidade em relação aos modelos que substitui. 

Equipado com motores Pratt & Whitney PW308C, a aeronave alcança 4.000 MN de autonomia e é capaz de manter 7 h de patrulha a 200 MN da costa — mais que o dobro do alcance operacional do antigo Falcon 200 Gardian. 

Aeronave de vigilância marítima Albatros em voo, sobre a costa sul da França, exibindo seus winglets e configuração derivada da plataforma civil Falcon 2000 da Dassault Aviation. Foto DGA / Anthony Pecchi."

Isso permite à Marinha francesa conectar com mais eficiência zonas de comando distantes, como Nova Caledônia e Taiti, no Pacífico.

Pacote de sensores e aviônicos

O diferencial tático da aeronave está no radome no nariz, que abriga o radar de antena ativa em banda X SearchMaster, da Thales — o mesmo sistema usado na versão atualizada do patrulha marítima Atlantique 2 — combinado ao sistema eletro-óptico/infravermelho EuroFLIR 410, da Safran. 

Ao contrário de variantes internacionais do mesmo radar, como as operadas pela Guarda Costeira do Japão, o Albatros conta com sistema de missão próprio, integrado pela construtora naval francesa Naval Group.

A aeronave, ainda incorpora sistema de navegação inercial (INS), GPS com proteção anti-jamming, conectividade SATCOM e data-link L22, recursos voltados à operação em ambientes contestados eletronicamente. 

As capacidades de busca e salvamento (SAR) foram mantidas, com lançamento de balsas salva-vidas e marcadores de fumaça diretamente pela cabine, além de boas características de manobra em baixa velocidade e baixa altitude para inspeção visual e coordenação de resgates.

Próximas entregas

A terceira aeronave do programa, deve ser entregue até o fim de 2026, com o ritmo de produção estabilizado em duas unidades por ano a partir de então. 

A atual fase de 12 aeronaves, cobre as necessidades gerais de intervenção da Marinha francesa, mas uma segunda fase já está planejada, com a incorporação de ativos complementares — incluindo drones — para completar a cobertura total de vigilância marítima.


Fonte: Matéria original de Xavier Vavasseur, publicada em 14/09/2026 no Naval News (navalnews.com).

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