Sistemas S-125 modernizados foram mobilizados em meio ao aumento da tensão entre Havana e Washington após chegada do USS Nimitz
As Forças Armadas de Cuba iniciaram exercícios de defesa aérea com munição real utilizando sistemas antiaéreos soviéticos modernizados S-125 Pechora, em meio à crescente tensão militar com os Estados Unidos no Caribe. Analistas avaliam que os treinamentos simulam um possível cenário de ataque aéreo norte-americano contra a ilha.
As manobras ocorreram logo após a entrada do grupo de ataque do porta-aviões nuclear USS Nimitz no Mar do Caribe, movimento anunciado pelo Comando Sul dos Estados Unidos (SOUTHCOM).
A escalada ocorre poucos dias após autoridades norte-americanas apresentarem acusações formais contra o ex-líder cubano Raúl Castro e integrantes do governo cubano pelo abatimento de aeronaves civis em 1996. O presidente cubano Miguel Díaz-Canel classificou as acusações como uma tentativa de criar justificativa política para ações militares contra Havana.
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| Sistema S125 sendo disparado em um lançador sobre lagartas |
Durante os exercícios, Cuba empregou variantes modernizadas do S-125M/M1, sistema desenvolvido originalmente pela União Soviética para interceptar aeronaves voando em baixas e médias altitudes. As versões utilizadas pela defesa cubana possuem alcance aproximado de 35 quilômetros e capacidade aprimorada contra alvos manobráveis e interferência eletrônica.
Relatórios indicam que parte dos sistemas cubanos recebeu modificações locais, incluindo integração de radares e lançadores em chassis de tanques T-55, aumentando a mobilidade e a sobrevivência das baterias antiaéreas diante de possíveis ataques preventivos.
Segundo especialistas, algumas versões cubanas também podem utilizar sensores ópticos e sistemas de rastreamento por televisão, permitindo operações com baixa emissão de radar e reduzindo a vulnerabilidade a guerra eletrônica norte-americana.
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| MIG 23 - Força Aérea Cubana |
Apesar das modernizações, a defesa aérea cubana ainda é baseada majoritariamente em equipamentos da Guerra Fria. O país continua dependendo fortemente dos sistemas S-125 devido à redução significativa de sua aviação de caça nas últimas décadas. Os antigos caças Mikoyan MiG-23 e Mikoyan MiG-29 sofreram forte degradação operacional após o colapso da União Soviética.
Mesmo com limitações frente às capacidades furtivas e eletrônicas da aviação norte-americana moderna, os sistemas cubanos ainda podem representar ameaça relevante em operações próximas ao território da ilha, especialmente contra aeronaves voando em baixa altitude.
A presença do USS Nimitz no Caribe ampliou significativamente a capacidade norte-americana de vigilância, guerra eletrônica e ataque de precisão na região. O grupo naval inclui aeronaves F/A-18 Super Hornet, EA-18G Growler, E-2D Hawkeye e sistemas Aegis embarcados, elevando a pressão estratégica sobre Havana.



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