Operação de projeção de poder aeroespacial francesa é conduzida à distância pelo CAPCODA, centro de comando e controle da OTAN sediado em Lyon-Mont Verdun
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| Passagem do comboio Pégase sobre a Groenlândia, sendo acompanhada em tempo real, na sala de operações do CAPCODA" |
A Força Aérea e Espacial da França (l’armée de l’Air et de l’Espace) deflagrou, no dia 8 de setembro, a missão Pégase 26. O exercício é um raide aéreo de longa distância, que mobiliza 300 militares, quatro caças Rafale, três aviões-tanque MRTT Phénix e dois aeronaves de transporte A400M Atlas.
A operação, que se estenderá até o dia 15 de outubro, e prevê o cumprimento de um trajeto de aproximadamente 40.000 km, com passagem por Groenlândia, Alasca e outras regiões de interesse estratégico, num arco que vai do Ártico ao Oriente Médio, passando pelo Indopacífico.
O comando e controle da missão é feito remotamente pelo Centro Aéreo de Planejamento e Condução das Operações e da Defesa Aérea (CAPCODA), instalado na base aérea 942 de Lyon-Mont Verdun.
Decolagem simultânea e primeiras horas de voo
O comboio aéreo, deixou a base aérea 125 na terça-feira, 8 de setembro, dando início a mais de seis horas ininterruptas de voo até o sobrevoo da Groenlândia, rumo ao Alasca.
Segundo o general de divisão aérea Julien Sabéné, chefe da missão Pégase 26, um centro de comando situado em solo francês dá apoio à operação durante todo o trajeto — papel desempenhado pelo CAPCODA, que funciona como o centro operacional do Comando de Defesa Aérea e das Operações Aéreas (CDAOA) e é reconhecido como referência em comando e controle (C2) de operações aéreas dentro da OTAN.
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| Monitoriamento por rádio de alta frequência (HF) com o comboio |
No total, mais de 250 aviadores atuam permanentemente na estrutura, responsáveis por planejar, programar e conduzir o conjunto das missões convencionais da Força Aérea — entre elas a proteção do espaço aéreo nacional francês, mantida sob a postura permanente de segurança aérea (PPS-A).
Como funciona o acompanhamento remoto pelo CAPCODA
Dentro da war room do CAPCODA, telas de grande porte permitem o rastreamento em tempo real do deslocamento das aeronaves. Cerca de vinte militares ficam dedicados especificamente à condução da Pégase 26, atuando a milhares de quilômetros das tripulações em voo, mas com visão integral do desenrolar da missão.
Segundo o coronel Thierry, comandante do CAPCODA, a atribuição do centro é dupla: primeiro programar, depois conduzir as missões aéreas, incluindo raides como o atual.
"Na fase de condução, garantimos que a missão se desenrole conforme foi planejada e a adaptamos em função das circunstâncias encontradas", afirmou o oficial, destacando que a estrutura está habituada a operar diversas frentes ao mesmo tempo — caso da Pégase, que avança para o oeste, simultaneamente a uma missão em curso no Mar Negro, a leste, sem prejuízo da vigilância permanente do espaço aéreo nacional.
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| Por trás de suas telas, os controladores de tráfego aéreo garantem o bom andamento das aeronaves. |
Um alcance geográfico que reforça a projeção francesa
A edição 2026 da Pégase amplia o escopo de anos anteriores ao conectar um arco estratégico que passa pelo Ártico, o Oriente Próximo e Médio e o Indopacífico. Para a AAE, a missão demonstra a capacidade francesa de projetar poder aeroespacial a muito longa distância, com rapidez e autonomia, mesmo diante de múltiplos compromissos operacionais simultâneos em diferentes teatros.



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