Marinha dos EUA amplia encomenda de invólucros WDU-36/B e componentes de espoleta para reforçar estoque do RGM-109E/UGM-109E
A Marinha dos Estados Unidos (US Navy) formalizou uma modificação contratual com a General Dynamics, para a produção de 559 invólucros de ogiva WDU-36/B e 559 unidades de fuzewell — o compartimento que abriga o sistema de espoleta — destinados ao míssil Tomahawk, nas variantes RGM-109E e UGM-109E. O anúncio, foi divulgado pelo Departamento de Defesa dos EUA.
Escopo do contrato e cronograma de entrega
A modificação amplia um contrato preexistente e não passou por processo de licitação, conforme informado no próprio comunicado oficial.
A produção será concentrada em Anniston, Alabama, responsável por 99% do trabalho, com o restante executado em Houston, Texas. A conclusão está prevista para abril de 2028, o que indica um cronograma de produção estendido, compatível com o ritmo de reposição de estoques operacionais da Marinha.
Os recursos empregados na modificação são provenientes do orçamento fiscal de 2026 destinado à aquisição de armamentos navais (weapons procurement, Navy), e o valor integral já foi obrigado no momento da assinatura do aditivo.
A atividade contratante responsável pela gestão do acordo é o Naval Air Warfare Center Weapons Division, sediado em China Lake, na Califórnia — centro tradicionalmente ligado ao desenvolvimento e teste de armamentos aéreos e de precisão da Marinha.
O que é a ogiva WDU-36/B
A WDU-36/B é a ogiva unitária convencional utilizada nas variantes BGM-109C e BGM-109E do míssil Tomahawk, categoria à qual pertence o Tactical Tomahawk RGM-109E/UGM-109E. Segundo especificações técnicas de domínio público, trata-se de uma ogiva de aproximadamente 310 kg, carregada com cerca de 120 kg de explosivo PBXN-107.
O fuzewell, por sua vez, é o compartimento estrutural que aloja o sistema de espoleta responsável por acionar a detonação da carga no momento do impacto ou conforme parâmetros programados de voo.
O Tactical Tomahawk, também conhecido pela sigla TACTOM, representa uma modernização do programa Tomahawk original, incorporando sistema de navegação e guiagem aprimorado, capacidade de comunicação bidirecional via satélite para redirecionamento em voo, capacidade de loitering (permanência sobre a área-alvo) e transmissão de imagem de avaliação de dano de batalha antes do impacto final.
O programa é administrado pelo Program Executive Office for Unmanned Aviation and Strike Weapons, da Marinha dos EUA.


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