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sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Porta-aviões USS George Washington completa 200 mil pousos de aeronaves de asa fixa após 34 anos de serviço

Marco histórico foi alcançado em 18 de agosto, no Oceano Índico, com pouso de F-35C Lightning II durante operações da 7ª Frota dos EUA

O porta-aviões nuclear USS George Washington (CVN-73), da Marinha dos Estados Unidos, completou nesta semana seu 200.000º pouso de aeronave de asa fixa desde sua entrada em serviço, em 1992. 

O marco foi registrado no dia 18 de agosto, enquanto o navio navegava pelo Oceano Índico durante operações de rotina na área de responsabilidade da 7ª Frota americana. 

A aeronave que selou a marca histórica foi um caça F-35C Lightning II, pilotado pelo Tenente Steven Frazier, do Esquadrão de Caça e Ataque 147 (VFA-147), que executava missões operacionais na região antes do pouso.

Trap: a manobra que define a aviação naval

Cada pouso de aeronave em um porta-aviões — chamado de "trap" no jargão da aviação naval — consiste na captura do gancho de cauda da aeronave por um cabo de aço de retenção instalado no convés de voo, responsável por desacelerar a aeronave em poucos segundos. 

Segundo o comunicado da Marinha americana, o USS George Washington é capaz de recuperar uma aeronave por minuto e costuma realizar cerca de 70 pousos por dia, distribuídos em diversos ciclos de operações de voo.

Frazier destacou que o feito é resultado de um esforço coletivo. "Para o George Washington, mais do que tudo, isso mostra consistência ao longo dos últimos 34 anos para conseguir cumprir qualquer missão que o país exija dele", afirmou o piloto. "Para mim, pessoalmente, mostra que, se este porta-aviões me lançar do convés, serei capaz de voltar e pousar nele."

Reconhecimento da cadeia de comando

O Contra-Almirante Jeffrey L. Heames, comandante do Grupo de Ataque de Porta-Aviões 5 (Carrier Strike Group 5), classificou o marco como um símbolo da capacidade operacional da aviação naval americana. 

Segundo ele, o número de 200 mil pousos "não é apenas um número", mas um testemunho da força duradoura da aviação naval dos Estados Unidos e do profissionalismo dos marinheiros responsáveis por essas operações.

Já o comandante do navio, Capitão Nicholas DeLeo, atribuiu o feito a todas as gerações de tripulantes que passaram pelo George Washington nas últimas três décadas e meia. "O 200 mil trap pertence às equipes de cabo de retenção, aos 'yellow shirts', aos mantenedores e a cada vigia que garante que este aeródromo flutuante permaneça com capacidade operacional plena", disse DeLeo. 

O termo "yellow shirts" se refere aos marinheiros responsáveis pela sinalização e controle do tráfego de aeronaves no convés de voo, identificados pela cor de seus coletes.

O Capitão Brian Kesselring, comandante da Ala Aérea Embarcada 5 (Carrier Air Wing 5), reforçou o caráter coletivo da conquista, descrevendo cada pouso como "um balé de alto risco de habilidade, confiança e precisão" e classificando o marco como uma conquista compartilhada entre a ala aérea e a tripulação do navio.

Três décadas de operações no Pacífico e além

Comissionado em 4 de julho de 1992, o USS George Washington é o sexto porta-aviões da classe Nimitz e atualmente opera como parte da Força Naval Avançada dos EUA no Japão, com base em Yokosuka, integrando o Grupo de Ataque de Porta-Aviões 5 no âmbito da 7ª Frota. 

Ao longo de sua carreira operacional, o navio já recebeu em seu convés uma ampla variedade de aeronaves, incluindo os extintos F-14 Tomcat, além de F/A-18 Hornet e Super Hornet, EA-18G Growler, E-2 Hawkeye e, mais recentemente, o F-35C Lightning II.

O marco de 200 mil pousos ocorre pouco mais de quatro anos depois de o navio celebrar seus 30 anos de serviço, em julho de 2022, e catorze anos após atingir a marca de 150 mil pousos seguros, em junho de 2012 — um intervalo que evidencia o ritmo intenso de operações mantido pela embarcação como porta-aviões avançado permanentemente destacado no teatro do Indo-Pacífico.

Segundo a Marinha dos Estados Unidos, o feito reforça a mensagem de prontidão contínua da força-tarefa naval americana na região e marca, segundo os próprios comandantes citados no comunicado oficial, não o fim de um ciclo, mas a base para as dezenas de milhares de pousos ainda por vir ao longo da vida operacional do navio.






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