Ex-presidente ucraniano diz ter fechado acordo para aquisição do A-29 durante feira MSPO 2026, na Polônia, mas espera aval de país da OTAN para viabilizar entrega até o fim do ano
O deputado e líder do partido Solidariedade Europeia, Petro Poroshenko, afirmou nesta semana que negocia a entrega de 24 aeronaves de ataque leve A-29 Super Tucano, fabricadas pela Embraer, para a Ucrânia.
Segundo ele, o acordo foi discutido durante a feira de defesa MSPO 2026, realizada na Polônia, e tem como objetivo equipar as forças ucranianas para interceptar drones russos do tipo Shahed, incluindo variantes com propulsão a jato.
Negociação ainda depende de intermediação de país da OTAN
De acordo com Poroshenko, o passo seguinte é buscar um acordo com um país-membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) que já mantenha contratos vigentes com o Brasil para a aquisição do A-29.
A estratégia sugere que a compra direta pelo governo ucraniano enfrenta obstáculos — histórico que já se repetiu em 2023, quando o jornal The New York Times revelou que o governo brasileiro havia barrado a venda de Super Tucanos à Ucrânia, alegando a política de neutralidade do país no conflito com a Rússia.
"Propus medidas que nos permitirão combater com eficácia os drones a jato Shahed e Banderole. Durante negociações na Polônia, na exposição MSPO 2026, chegamos a um acordo com o fabricante brasileiro Embraer e selecionamos uma frota de 24 aeronaves Super Tucano, que apresentam altas velocidades, armamento de mísseis e artilharia, e cabine blindada, capazes de interceptar e destruir drones Shahed", disse Poroshenko, segundo a Interfax-Ucrânia.
O político afirmou ter esperança de que a Ucrânia receba as aeronaves ainda em 2026, para uso na proteção de instalações de infraestrutura crítica contra ataques aéreos russos.
Adaptação do A-29 para combate a drones
Segundo reportagem da Breaking Defense, citada pelos veículos ucranianos, a Embraer estaria adaptando o A-29 Super Tucano especificamente para missões de interceptação de drones.
O turboélice deve empregar mísseis equipados com o sistema Advanced Precision Kill Weapon System (APKWS), além de suas metralhadoras internas, para abater alvos aéreos de baixo custo — como os Shahed, produzidos no Irã e fabricados sob licença pela Rússia.
O A-29 Super Tucano é um dos turboélices de ataque leve mais vendidos do mundo, com mais de 290 encomendas registradas pela Embraer e operadores em cerca de 20 países, incluindo Brasil, Colômbia, Chile, Equador, Paraguai, Uruguai, Panamá e nações africanas como Angola, Nigéria e Mali.
A frota global já acumulou centenas de milhares de horas de voo, segundo dados da própria fabricante.
Sem confirmação oficial de Brasília ou da Embraer
Até o momento, não há confirmação oficial por parte da Embraer nem do governo brasileiro sobre a existência de um acordo específico para o fornecimento de aeronaves à Ucrânia.
As informações disponíveis, partem exclusivamente da declaração pública de Poroshenko, replicada pela imprensa ucraniana — Interfax-Ucrânia e Censor.net — e por veículos internacionais, como o portal polonês de defesa Konflikty.pl.
Fonte: Interfax-Ucrânia — https://en.interfax.com.ua/news/general/1206902.html — tradução e adaptação textual: DefesaTvNews



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