Empresa apresentou pacote de aviônicos para a Força Aérea dos EUA enquanto substituição do avião-tanque da era da Guerra Fria segue em ritmo lento
A empresa L3Harris, propôs um novo pacote de modernização de aviônicos para o Boeing KC-135 Stratotanker, avião de reabastecimento em voo que a Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) espera manter em serviço além de 2050.
A proposta, foi divulgada no dia 15 de setembro, prevê a substituição de instrumentos de cabine obsoletos por equipamentos digitais, além da introdução de uma arquitetura aberta destinada a simplificar futuras atualizações.
Segundo a L3Harris, o uso de componentes disponíveis comercialmente e de interfaces padronizadas para a indústria poderia reduzir a dependência de fornecedores específicos e enfrentar a escassez crescente de peças de reposição para os aviônicos atualmente instalados nos KC-135.
A proposta, ainda não foi anunciada como um contrato formal a USAF. Trata-se de, uma possível solução para sustentar a operação dos KC-135, diante de uma transição para novos aviões-tanque muito mais longa do que originalmente prevista.
KC-135 pode se aproximar de um século de existência
A Boeing fabricou o KC-135 entre 1956 e 1965, o que significa que algumas aeronaves ainda em operação podem se aproximar de um século desde a fabricação, caso permaneçam ativas até a década de 2050.
A Força Aérea já concluiu a modernização de cabine conhecida como Block 45 em toda a frota de KC-135. Essa atualização introduziu instrumentos digitais de motor, um radio-altímetro e um piloto automático aprimorado.
Outras mudanças estão em andamento ou planejadas, incluindo novas capacidades de comunicação e de rede. A L3Harris propõe agora uma modernização adicional baseada em uma arquitetura de propriedade governamental e em tecnologia já empregada em outras variantes da família C-135.
A empresa afirma que seu pacote poderia reduzir o risco de manutenção e a carga de trabalho das tripulações, ao mesmo tempo em que permitiria a incorporação de novas capacidades sem a necessidade de um redesenho amplo da cabine.
KC-46 não consegue substituir os KC-135 com rapidez suficiente
A longevidade do KC-135 está diretamente ligada ao ritmo em que a Força Aérea dos EUA consegue introduzir aviões-tanque substitutos.
O KC-46A Pegasus, da Boeing, já vem substituindo parte do inventário de KC-135, mas a Força Aérea planeja aposentar as aeronaves antigas majoritariamente em uma proporção de um para um em relação aos novos KC-46 até o final da década de 2030. O serviço pretende manter um inventário mínimo de 466 aviões-tanque.
Além do KC-46, a Força Aérea vem estudando suas futuras necessidades de reabastecimento aéreo por meio do programa Next-Generation Air-refueling System (NGAS). O cronograma para um futuro avião-tanque deixa o KC-135 com um papel relevante por décadas.
O Comando de Mobilidade Aérea (Air Mobility Command) já reconheceu que trabalhos adicionais de extensão de vida útil podem se tornar necessários enquanto a Força Aérea define como fazer a ponte entre os aviões-tanque atuais e sua eventual sucessora.
A L3Harris já possui experiência em modificar aeronaves da família C-135. A empresa afirma ter concluído atualizações de sistemas de missão para variantes de C-135 operadas pela Força Aérea dos EUA e pela Real Força Aérea do Reino Unido (RAF).
Fonte: Air Data News — tradução e adaptação textual: DefesaTvNews



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