Lockheed Martin recebe US$ 1,2 bilhão para variante do Precision Strike Missile capaz de atingir alvos marítimos móveis a até 248 milhas de distância
O Exército dos Estados Unidos (US Army) contratou, na semana passada, o primeiro lote de mísseis Precision Strike Missile (PrSM), versão equipada com, um novo buscador capaz de engajar alvos marítimos em movimento.
O Pentágono, anunciou em 14 de setembro que, a Lockheed Martin recebeu US$ 1,2 bilhão para a produção das munições de capacidade operacional antecipada dessa versão do míssil, com prazo de conclusão previsto para setembro de 2031.
A aquisição, já estava prevista para começar dentro do Ano Fiscal de 2026, segundo o Livro de Justificativa do Exército referente à compra de mísseis.
Novo buscador amplia alcance ofensivo do HIMARS e do M270
O PrSM, vai permitir que as formações equipadas com o Sistema de Artilharia de Foguetes de Alta Mobilidade M142 (HIMARS) e com o Sistema de Lançamento Múltiplo de Foguetes M270 atinjam embarcações inimigas a até 248 milhas (cerca de 399 quilômetros) de distância, de acordo com documentos orçamentários do Exército americano.
O míssil, foi concebido como substituto do Sistema de Mísseis Táticos do Exército (ATACMS), armamento da era da Guerra Fria. Além do alcance ampliado, o PrSM oferece maior densidade de fogo: dois mísseis PrSM ocupam o mesmo espaço reservado a um único ATACMS dentro de um pod de lançamento.
A futura variante, ainda em desenvolvimento, deve elevar a capacidade de ataque marítimo para 621 milhas (cerca de 999 quilômetros).
Míssil já foi empregado no conflito com o Irã
De acordo com o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), o PrSM foi utilizado nas salvas iniciais da guerra contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro deste ano.
No mês passado, a agência Reuters informou que Washington havia consumido "praticamente todos" os seus mísseis de precisão de longo alcance PrSM e ATACMS ao longo do conflito ainda em curso — dado que evidencia a pressão sobre os estoques americanos de munições de precisão.
Movimento se insere na estratégia de contenção à China no Indo-Pacífico
O contrato, representa mais um passo do Exército dos EUA no desenvolvimento de capacidades antinavio baseadas em terra, em meio à reestruturação de forças voltadas à contenção da China na região do Indo-Pacífico.
Nos últimos anos, unidades do Exército no Pacífico vêm treinando a inserção de lançadores HIMARS em posições remotas ao longo da Primeira Cadeia de Ilhas, utilizando aeronaves de transporte e embarcações de desembarque. Essas operações cobrem pontos de estrangulamento estratégicos entre Filipinas, Taiwan e Japão — áreas consideradas críticas em um eventual conflito com Pequim.
O Exército, começou a testar mísseis de ataque marítimo avançado no Indo-Pacífico em 2024, com o posicionamento do sistema Mid-Range Capability (Typhon) nas Filipinas. Equipados com mísseis SM-6 e Maritime Strike Tomahawk, esses lançadores verticais Mark 41 containerizados, de quatro células, são capazes de atingir navios de guerra a distâncias entre 279 e 1.000 milhas (aproximadamente 449 a 1.609 quilômetros).
Fonte: USNI News — tradução e adaptação textual: DefesaTVNews



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