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terça-feira, 22 de setembro de 2026

Kim Jong Un supervisiona novo teste de míssil hipersônico na Coreia do Norte

Kim Jong Un observou testes de mísseis ao lado da filha adolescente; Coreia do Sul questiona alcance divulgado por Pyongyang

A Coreia do Norte, relatou nesta terça-feira que, seus testes de mísseis mais recentes envolveram um novo sistema de armas de "grande significância", com fotos indicando que lançou um míssil anteriormente descrito como hipersônico.

Kim Jong Un, disse que o desenvolvimento da arma fortaleceria a prontidão de guerra do país e daria a seus inimigos uma "dor de cabeça incurável", informou a agência oficial norte-coreana KCNA. Ele não descreveu do que se tratava a arma.

Kim observou os testes de domingo ao lado de sua filha adolescente, amplamente vista como uma potencial sucessora.

O exército da Coreia do Sul, detectou a Coreia do Norte disparando dois mísseis de curto alcance com três horas de intervalo, a partir da área costeira leste de Wonsan, no domingo. 

O Estado-Maior Conjunto sul coreano disse, que os mísseis voaram cerca de 450 e 600 km (280 milhas e 370 milhas) em direção ao mar, enquanto as forças armadas do Japão disseram que eles caíram em águas fora da zona econômica exclusiva do país.

Os lançamentos, estenderam uma sequência recente de demonstrações militares, incluindo exercícios com fogo real e a comissão de um novo navio de guerra, enquanto Kim continua exibindo seu crescente programa nuclear, apesar do apelo dos Estados Unidos para retomar a diplomacia.

Após anos de testes intensificados, Kim agora possui um extenso arsenal de mísseis com capacidade nuclear, incluindo armas de longo alcance potencialmente capazes de atingir o território continental dos EUA e sistemas de menor alcance projetados para sobrecarregar as defesas antimísseis da Coreia do Sul e do Japão.

Entre as armas que, a Coreia do Norte testou nos últimos anos, estão vários sistemas de mísseis equipados com supostas armas hipersônicas, projetadas para viajar a mais de cinco vezes a velocidade do som. 

Sua velocidade e manobrabilidade têm, o objetivo de ajudá-las a driblar as defesas antimísseis regionais, mas alguns especialistas questionaram se elas atingiram de forma consistente as velocidades alegadas pela Coreia do Norte durante os testes.

As fotos divulgadas pela KCNA dos testes de domingo, mostraram o que pareciam ser dois mísseis com pontas cônicas e aletadas sendo disparados a partir de caminhões lançadores. 

Kim aparece observando uma tela de monitoramento que identifica o míssil como um Hwasong-11Ma, sistema que a Coreia do Norte já havia descrito anteriormente como hipersônico.

Os gráficos na tela mostravam uma trajetória de míssil sobreposta a um mapa, junto com números indicando uma velocidade de 2.146 metros (1,3 milha) por segundo, uma altitude de 35,8 quilômetros (22 milhas) e um alcance de 908,2 quilômetros (564 milhas). 

A distância informada superou o alcance de voo anunciado pelo exército da Coreia do Sul. Jang Do-young, porta-voz do Estado-Maior conjunto sul coreano, disse que o exército estava avaliando os detalhes do relatório norte-coreano e alertou que as alegações do Norte sobre capacidades de mísseis "não podem ser 100% confiáveis".

Os lançamentos foram os mais recentes de uma série de demonstrações de armas pela Coreia do Norte, mesmo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reduzir um exercício militar conjunto com a Coreia do Sul no mês passado, em um aparente esforço para reviver a diplomacia com Kim, que já chamou esses exercícios de "ensaios de invasão". 

Kim Yo Jong, irmã de Kim e autoridade sênior do regime, rejeitou o gesto de Trump, afirmando que a redução da duração do exercício não mudaria sua "natureza provocativa e agressiva".

A Coreia do Norte, tem um longo histórico de aumentar a pressão sobre a Coreia do Sul quando não consegue o que deseja dos Estados Unidos, e Kim Jong Un adotou recentemente uma postura particularmente hostil em relação a Seul, suspendendo praticamente toda a cooperação e o diálogo intercoreanos e declarando o Sul um "inimigo permanente".

Em resposta escrita a perguntas da Associated Press, o presidente sul-coreano Lee Jae Myung, de orientação liberal e favorável ao engajamento com o Norte, expressou nesta terça-feira a esperança de que a retomada da diplomacia entre Trump e Kim ajude a reabrir o diálogo entre as duas Coreias. 

Ele defendeu uma abordagem prática e gradual para a desnuclearização da Coreia do Norte, com incentivos oferecidos à medida que Pyongyang avançasse na eliminação de suas armas nucleares.

Encorajado por seu arsenal nuclear em expansão, e pelos laços cada vez mais estreitos com a Rússia e a China, especialistas afirmam que Kim provavelmente se vê em posição de maior vantagem em qualquer nova rodada de diplomacia com Trump. 

Seu governo já declarou que Washington, deve primeiro abandonar sua "política hostil" — termo que Pyongyang usa principalmente para se referir às sanções lideradas pelos EUA e aos exercícios militares conjuntos entre EUA e Coreia do Sul — além de abandonar as exigências de desnuclearização da Coreia do Norte como precondição para as negociações.


Fonte: AP News — tradução e adaptação textual: DefesaTvNews

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