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domingo, 13 de setembro de 2026

F-15EX Eagle II realiza primeiro lançamento de bomba real e amplia papel de ataque na USAF

Caça da Guarda Aérea Nacional de Oregon lançou uma bomba BLU-111 durante o Weapons Instructor Course em Nellis, consolidando a transição do Eagle II para missões multimissão de ataque e superioridade aérea

Um F-15EX Eagle II pertecente a Guarda Aérea Nacional, do estado de Oregon, realizouno dia 27 de agosto, o primeiro lançamento operacional de uma bomba real. 

A missão, ocorreu na Base Aérea de Nellis, em Nevada, durante o Weapons Instructor Course, um dos principais cursos táticos avançados da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF). A arma empregada foi uma bomba de propósito geral BLU-111, de classe 227 kg (500 lb). 

O episódio marca a ampliação do papel do F-15EX, que deixa de ser voltado principalmente à superioridade aérea para assumir também funções de ataque de precisão.

O marco ocorreu durante um destacamento de três semanas, entre o fim de agosto e o início de setembro, no qual unidades da Guarda Aérea Nacional participaram do Weapons Instructor Course em Nellis. 

Imagens divulgadas, mostram o F-15EX carregando uma bomba de propósito geral de classe 227 kg (500 lb), identificada como BLU-111. Segundo especialistas, a relevância do episódio está menos na arma em si e mais na capacidade crescente da aeronave de combinar grande capacidade de carga, sistemas de mira de precisão e flexibilidade multimissão.

A BLU-111, é uma bomba de propósito geral de 227 kg, projetada para produzir efeitos de explosão e fragmentação contra alvos levemente protegidos, concentrações de equipamentos e infraestrutura. 

Seu corpo também pode ser integrado a configurações de armamento guiado, o que significa que o emprego real dessa munição ajuda tripulações e equipes de manutenção a desenvolver os procedimentos necessários para missões futuras de ataque de precisão mais avançadas.

Trajetória de treinamento até o emprego real

O avanço não ocorreu de forma isolada. Em maio de 2026, tripulações da Guarda Aérea Nacional de Oregon haviam se deslocado até a Base Aérea de Mountain Home, em Idaho, onde liberaram bombas de treinamento inertes BDU-50, de 227 kg, e BDU-56, de 907 kg (2.000 lb). 

A passagem de munições inertes de treinamento para armamento real, indica que a unidade avança de procedimentos básicos de liberação de bombas, para uma capacidade operacional completa de ataque, envolvendo pilotos, armadores, especialistas em munição, equipes de manutenção e planejadores de missão.

Um caça pensado para múltiplas funções

O F-15EX Eagle II, é a versão mais recente da família F-15 e foi projetado para reunir velocidade, alcance e grande capacidade de armamento, aliados à aviônicos modernos, sistemas de guerra eletrônica e um software de missão de arquitetura aberta. 

Diferentemente do antigo F-15C, otimizado principalmente para superioridade aérea, o F-15EX foi concebido para realizar combate ar-ar, ataque de precisão, transporte de armamento de longo alcance e outras missões multifunção dentro da mesma frota.

Uma das principais vantagens do F-15EX, é sua capacidade de carga externa, de aproximadamente 13.400 kg (29.500 lb) — volume de armamento substancialmente maior do que o de caças de baixa observabilidade, projetados em torno de compartimentos internos de armas. 

Isso permite ao Eagle II transportar grandes combinações de mísseis ar-ar, bombas guiadas de precisão e futuras armas de longo alcance lançadas a distância, tornando-o particularmente útil em missões nas quais a USAF precisa gerar grande volume de fogo contra múltiplos alvos.

Complementaridade com caças furtivos

Essa capacidade de carga, é central para o conceito de emprego do F-15EX. Em um conflito de alta intensidade, a aeronave não precisa reproduzir as características de baixa assinatura radar do F-35A ou do F-22 para contribuir de forma relevante. 

Em vez disso, pode operar a partir de posições menos expostas enquanto carrega mais armamento, permitindo que os caças furtivos penetrem em espaços aéreos contestados, detectem e classifiquem alvos, e transmitam dados de mira para formações fortemente armadas de F-15EX.

Essa relação complementar, reserva ao F-35A, a tarefa de sobreviver em ambientes densos de defesa aérea, oferecendo sensoriamento avançado, designação de alvos e compartilhamento de dados, enquanto o F-15EX fica responsável por entregar um volume muito maior de munições depois que os alvos são identificados. 

Na prática, isso permite à USAF combinar sobrevivência na linha de frente da força com maior capacidade de mísseis e bombas na retaguarda.

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