Caça soviético foi destruído na noite de 10 de agosto durante missão de interceptação contra alvos aéreos russos; é a quarta perda de aeronave de combate da Ucrânia em menos de dois meses
Um piloto da Força Aérea da Ucrânia, foi forçado a se ejetar de um caça MiG-29, na noite da ultima segunda feira (10), depois que uma falha durante o lançamento de um míssil ar-ar, provocou incêndio em pleno voo. A aeronave cumpria missão de combate a alvos aéreos inimigos sobre a região de Odessa, no sul do país, quando o incidente ocorreu.
Segundo comunicado da Força Aérea, divulgado em seu canal no Telegram, o piloto tentou recuperar o controle do avião sem sucesso, ejetou e foi resgatado em segurança, sendo encaminhado a uma unidade médica para avaliação.
De acordo com informações preliminares repassadas pela Força Aérea Ucraniana, uma "situação anormal" ocorreu no momento do disparo do míssil, o que fez a aeronave pegar fogo. O piloto perdeu o controle do MiG-29 mesmo após tentativas de estabilizar o voo e, diante da impossibilidade de salvar a aeronave, optou por ejetar. O caça foi completamente destruído na queda.
As causas exatas da falha ainda estão sob investigação, e a Força Aérea não identificou oficialmente qual munição estava em uso no momento do acidente.
Os MiG-29 ucranianos operam tradicionalmente com mísseis de origem soviética R-73, guiado por infravermelho, e R-27R, guiado por radar — embora parte da frota também tenha sido adaptada ao longo da guerra para empregar armamento ocidental, como o míssil antirradiação americano AGM-88 HARM.
Frota desgastada e sob pressão operacional
O MiG-29 é um caça de quarta geração, de projeto soviético, desenvolvido na década de 1970 e ainda hoje, parte relevante da espinha dorsal da aviação de combate ucraniana.
Com velocidade máxima de Mach 2,3, teto de serviço de 18.000 metros e raio de combate de cerca de 700 quilômetros, o modelo carrega canhão GSh-301 de 30 mm e até sete pontos de fixação para mísseis ar-ar de curto e médio alcance.
A Ucrânia não divulga o tamanho atual de sua frota operacional de MiG-29. Segundo o International Institute for Strategic Studies (IISS), no relatório Military Balance 2026, publicado em fevereiro, não há estimativa pública detalhada e atualizada sobre o inventário exato do país.
Desde 2023, a frota soviética remanescente tem sido sustentada por aeronaves e peças de reposição transferidas pela Polônia e pela Eslováquia, além de passar por adaptações para operar armamento ocidental.
Fontes que acompanham o conflito apontam que a aviônica defasada, o alcance limitado e os motores RD-33 desgastados deixam o MiG-29 em desvantagem frente a caças ocidentais como o F-16, fator que tem sido associado ao aumento do risco de falhas em voo nas operações recentes da Força Aérea ucraniana.
Quarta perda de caça em menos de dois meses
O acidente de Odessa, é o quarto caso de perda de aeronave de combate ucraniana reportado em menos de 60 dias. Em 16 de junho, um bombardeiro Su-24M caiu na região de Khmelnytskyi, com a morte dos dois tripulantes.
Em 27 de junho, outro MiG-29 foi perdido sobre a região de Poltava, com o piloto ejetando em segurança. Já em 29 de julho, um F-16 caiu após uma emergência em voo durante missão de interceptação, também com ejeção bem-sucedida do piloto.
O MiG-29 segue como peça central da defesa aérea ucraniana, realizando sorties recorrentes de interceptação contra mísseis de cruzeiro e drones de ataque russos direcionados a cidades como Odessa. As circunstâncias exatas da falha no lançamento do míssil que causou o acidente estão sob apuração das autoridades ucranianas.
Tradução e Adaptação de texto: DefesaTvNews




Nenhum comentário:
Postar um comentário