Quarta e última unidade do primeiro lote do Programa Fragatas Classe Tamandaré avança em Itajaí, com previsão de lançamento em 2027 e incorporação à Esquadra até 2029
A Marinha do Brasil e a Águas Azuis, Sociedade de Propósito Específico (SPE) formada pelas empresas Embraer, TKMS e Atech, realizaram nesta quinta-feira (13) o batimento de quilha da Fragata Mariz e Barros (F203), quarta embarcação do Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT).
A cerimônia ocorreu no estaleiro TKMS Brasil Sul, em Itajaí, Santa Catarina, e marca o início da construção do último navio do primeiro lote do programa.
O batimento de quilha da F203 dá sequência a um cronograma que já havia começado em janeiro de 2026, quando a Marinha, a Águas Azuis e a Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron) realizaram o corte da primeira chapa de aço da embarcação.
Com o avanço desta nova etapa, o estaleiro catarinense passa a produzir simultaneamente as quatro fragatas previstas no primeiro lote do PFCT, consolidando o pico de produção planejado para o programa.
Homenagem a um herói da Guerra da Tríplice Aliança
A fragata leva o nome do Primeiro-Tenente Antônio Carlos de Mariz e Barros, oficial que comandou o Encouraçado Tamandaré durante a Guerra da Tríplice Aliança. Ele morreu em 1866, um dia após ser gravemente ferido no bombardeio ao Forte de Itapiru, ataque que atingiu 34 militares a bordo, incluindo o próprio comandante.
A escolha do nome segue o critério da Marinha de homenagear oficiais que personificam valores de bravura e patriotismo, prática já adotada nas demais unidades da classe.
Características técnicas e cronograma
A Fragata Mariz e Barros poderá atingir velocidade máxima de 25 nós, equivalente a cerca de 47 km/h, características em linha com as demais embarcações da Classe Tamandaré, que possuem 3.500 toneladas de deslocamento, 107,2 metros de comprimento e 16 metros de boca, com alcance de 5.500 milhas náuticas.
Segundo previsões oficiais, o lançamento ao mar da F203 está programado para 2027, com incorporação à Esquadra prevista para fevereiro de 2029.
Programa em fase decisiva
O PFCT é resultado de parceria entre a Marinha do Brasil e a SPE Águas Azuis, gerenciada pela Emgepron, e integra o eixo de Inovação para a Indústria de Defesa do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC).
O programa combina construção naval digital avançada, gestão de ciclo de vida das embarcações e ampla transferência de tecnologia, fortalecendo a Base Industrial de Defesa nacional. A expectativa da Marinha é gerar cerca de 23 mil empregos ao longo da construção das quatro fragatas — 2 mil diretos, 6 mil indiretos e 15 mil induzidos.




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