Fragatas, submarino, destroier e Forças Especiais de ambos os países realizaram operações de guerra antissubmarino, tiro naval e aero evacuação médica antes de retornar à Base Naval Mar del Plata
Ingressaram no exercício as fragatas: "Tamandaré" e "União", o submarino "Humaitá" e o navio de socorro submarino "Guillobel", que formaram a Força-Tarefa brasileira sob comando do Contra-almirante Carlos Marcelo Fernandes Considera.
Do lado argentino, participaram o destróier ARA "La Argentina", as corvetas ARA "Espora" e ARA "Robinson" e o patrulheiro oceânico ARA "Storni", encabeçados pelo Comandante da Divisão de Corvetas da Armada Argentina, Capitão de Navio Christian David Corona.
O navio logístico ARA "Patagonia", que também integrou a Força-Tarefa argentina, retornou à Base Naval Puerto Belgrano (BNPB).
Após zarpar na segunda-feira anterior, as unidades se reuniram na área designada para dar início a um cronograma intenso, que permitiu integrar meios de superfície, submarinos, aeronaves e Forças Especiais dos dois países.
Vigilância marítima e defesa antiaérea
A exercitação incluiu missões de exploração, exercícios de armas e vigilância marítima, somadas a ações de defesa antiaérea com práticas de comando, controle e coordenação entre os Estados-Maiores das duas Marinhas, conduzindo de forma combinada uma força integrada por meios com capacidades diversas.
Durante a navegação, foram realizadas operações aéreas de pouso e decolagem com cobertas cruzadas, incluindo intercâmbio de helicópteros entre os navios, além de manobras de aproximação e exercícios de aeroevacuação médica — com traslado efetivo de um paciente simulado até a BNPB, validando os protocolos de apoio sanitário.
Manobras táticas e reabastecimento no mar
Ao longo dos dias de exercício, os navios argentinos e brasileiros realizaram diversas manobras táticas para reforçar a interoperabilidade, incluindo saltos posicionais das unidades dentro de uma formação e um reabastecimento no mar sem transferência efetiva de combustível, junto ao navio logístico ARA "Patagonia".
Com o avanço da complexidade desta edição do Fraterno, foi realizado ao anoitecer um exercício de tiro naval coordenado contra alvos sinalizados com bengalas luminosas, com disparos executados de forma organizada — atividade que permitiu unificar procedimentos de comando, comunicações e emprego dos diferentes sistemas de armas.
Na manhã seguinte, o emprego de armamento continuou com exercícios de tiro contra alvo de superfície, integrando exploração aérea para detecção e resolução do contato.
Guerra antissubmarino e mergulho de resgate
Outro ponto relevante foi o trabalho conjunto entre o Serviço de Salvamento da Armada Argentina e o navio de socorro submarino MB "Guillobel", cujas práticas permitiram exercitar procedimentos específicos de mergulho e segurança, agregando capacidades técnicas de alta complexidade.
Enquanto a Força avançava rumo à Base Naval Mar del Plata, foi conduzida uma etapa de guerra antissubmarino, progredindo de manobras básicas até situações de alta complexidade junto ao submarino MB "Humaitá".
Participaram todas as unidades de superfície artilhadas, além de um avião P-3C Orion do Esquadrão Aeronaval de Exploração e um helicóptero Sea King do Segundo Esquadrão Aeronaval de Helicópteros, ambos da Armada Argentina, trabalhando em conjunto para localizar, classificar e manter o contato com a ameaça submarina simulada.
Inserção de Forças Especiais encerra o exercício
Na etapa final do exercício binacional, entraram em ação as Forças de Operações Navais Especiais argentinas, que realizaram exercícios de inserção por helicóptero mediante técnicas de descida rápida sobre uma unidade em navegação, com apoio de aeronaves da Marinha do Brasil.
As ações foram complementadas pelo desdobramento de embarcações menores do patrulheiro oceânico ARA "Storni", elevando o nível de adestramento em operações de apoio e transferência de pessoal no mar.
O exercício Fraterno XXXIX cumpriu a totalidade das atividades operativas planejadas, consolidando os procedimentos comuns entre as duas Marinhas.
Segundo a Armada Argentina, os dias de mar reforçam ano a ano as capacidades específicas das guarnições, ampliam a experiência, elevam o nível de interoperabilidade e aprofundam o conhecimento mútuo entre as forças, considerado indispensável para operações combinadas eficazes.
Na Base Naval Mar del Plata serão realizadas a reunião final de avaliação e a assinatura das atas de acordo para a próxima edição do exercício.
Com informações e fotos: Armada Argentina / Tradução e Adaptação Textual: DefesaTvNews













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