CTEx desenvolve, em parceria com a Base Industrial de Defesa, projetos como veículo terrestre armado com míssil MAX 1.2 AC, sistema remoto REMAX e capacidade de detecção de radiação com o IDQBRN
O Exército Brasileiro (EB) amplia o desenvolvimento e a avaliação de tecnologias voltadas a sistemas não tripulados, como parte do processo de transformação da Força Terrestre.
A iniciativa é conduzida pelo Centro Tecnológico do Exército (CTEx), no Rio de Janeiro, em parceria com empresas da Base Industrial de Defesa, e reúne projetos que integram sensores, sistemas de comunicação e armamentos a plataformas terrestres e aéreas, incluindo veículos remotamente pilotados, sistemas antidrones e soluções com inteligência artificial.
Entre as iniciativas em desenvolvimento pelo CTEx, destaca-se um protótipo de veículo terrestre não tripulado equipado com lançador duplo para o míssil anticarro MAX 1.2 AC.
Desenvolvido originalmente a partir de tecnologia italiana e nacionalizado ao longo de décadas pelo Exército em parceria com empresas como Órbita, Mectron e SIATT, o MAX 1.2 AC é um míssil guiado a laser com alcance mínimo de 2 mil metros, já em uso pelas Forças Armadas brasileiras em versões portáteis e embarcadas.
A nova plataforma não tripulada permite transportar e posicionar o armamento por controle remoto, ampliando a capacidade de emprego do sistema sem expor diretamente a tropa.
REMAX: torre remota já testada no Guarani
Outro projeto em evidência é o REMAX (Reparo de Metralhadora Automatizada X), Sistema de Armas Remotamente Controlado (SARC) desenvolvido pelo CTEx em parceria com a empresa ARES Aeroespacial e Defesa, subsidiária brasileira da israelense Elbit Systems.
O sistema permite que o atirador opere abrigado no interior da viatura, aumentando a segurança e a eficiência em operações. Conta com sistema óptico com câmeras diurna e termal, além de telêmetro laser, e possui estabilização em dois eixos, o que garante precisão mesmo com o veículo em movimento ou em condições adversas de visibilidade.
O REMAX já integra o programa da viatura blindada VBTP-MR Guarani, principal blindado sobre rodas do Exército Brasileiro, com configuração para metralhadora de calibre 12,7 mm.
Detecção de radiação em parceria com o IDQBRN
Uma terceira frente reúne o CTEx e o Instituto de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (IDQBRN) no desenvolvimento de uma capacidade de detecção de riscos radiológicos. O projeto integra um veículo terrestre remotamente pilotado, desenvolvido pelo CTEx com recursos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, a um detector de radiação do IDQBRN.
Os dados coletados pelo sensor são transmitidos por rádio a um operador que permanece afastado da área sob investigação, enquanto câmeras convencionais e infravermelha embarcadas permitem o acompanhamento do ambiente e das informações obtidas durante a operação.
Novas capacidades em estudo
Além dos projetos já em estágio avançado, o Exército mantém estudos com empresas da Base Industrial de Defesa voltados a sistemas terrestres remotamente pilotados, tecnologias de detecção e enfrentamento de drones com auxílio de inteligência artificial, munições que permanecem em voo até a definição do alvo (loitering munitions) e drones destinados a missões de ataque.
Segundo o Exército, essas iniciativas envolvem a integração de sensores, equipamentos de comunicação e sistemas de armas a plataformas não tripuladas, e seu desenvolvimento contribui para a geração de capacidades que poderão ser avaliadas e, conforme os resultados obtidos nas diferentes etapas de experimentação, eventualmente incorporadas ao emprego da Força Terrestre.
Com informações do CECOMSEx / Fotos: Cap Edvaldo; Sgt Peres; CTEx e IDQBRN








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