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sábado, 27 de junho de 2026

Defesa QBRN: Exército Brasileiro forma especialistas de saúde para atuarem em cenários contaminados e em megaeventos

EsIE conclui estágio DQBRN para 11 sargentos de saúde com simulações de alta fidelidade e preparação voltada à segurança de grandes eventos internacionais

O Exército Brasileiro (EB) concluiu, no dia 12 de junho, o Estágio de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (DQBRN) para Sargentos de Saúde, conduzido pela Escola de Instrução Especializada (EsIE), no Rio de Janeiro. 

Ao longo de quase oito semanas, 11 militares de diversas organizações militares do país foram qualificados para atuar no apoio de saúde em cenários operacionais com presença de agentes QBRN, em preparação crescentemente relevante com a aproximação da Copa do Mundo Feminina FIFA 2027, que o Brasil sediará entre 24 de junho e 25 de julho daquele ano.

Duas fases, uma formação integrada

O estágio foi estruturado em duas etapas complementares. A primeira, realizada na modalidade de ensino a distância (EAD) entre 20 de abril e 22 de maio, concentrou-se no nivelamento teórico dos participantes, cobrindo os fundamentos doutrinários da área DQBRN. 

Na sequência, de 25 de maio a 12 de junho, os militares se deslocaram para as instalações da EsIE, onde cumpriram a fase presencial — etapa que inclui o componente de maior exigência técnica e operacional do ciclo formativo.

Durante o estagio, os alunos foram submetidos a simulações de alta fidelidade, com ênfase em situações que reproduzem condições reais de emprego. O manuseio de equipamentos de proteção individual especializados, as técnicas de triagem de vítimas, os protocolos de descontaminação e os procedimentos de primeiros socorros em ambientes restritos ou contaminados compuseram o núcleo prático da capacitação.

Pluralidade de origem e padronização doutrinária

O grupo de alunos reuniu 11 sargentos de saúde, oriundos de diferentes organizações militares espalhadas pelo território nacional, com perfis complementares: integrantes de Organizações Militares de Saúde (OMS) e militares de Corpo de Tropa. 

Essa diversidade, longe de representar um obstáculo, enriqueceu o intercâmbio de experiências práticas e favoreceu a padronização de procedimentos que serão replicados nas diferentes regiões do Brasil a partir do retorno de cada aluno à sua unidade de origem.

A Segundo-Sargento Ramos, eleita destaque da turma, resumiu o valor da qualificação diante do contexto atual de segurança: "O estágio contribuiu para estar mais bem preparada para responder a esses riscos complexos, garantindo o suporte à tropa e a proteção da sociedade em qualquer cenário."

EsIE e o sistema DQBRN do Exército

A EsIE tem suas origens na II Guerra Mundial. Em 1943, por decreto presidencial, foi criado o Centro de Instrução Especializada (CIE), com a finalidade de formar contingentes de especialistas da Força Expedicionária Brasileira (FEB). 

Cerca de 18 mil homens adestrados pelo CIE lutaram ao lado das tropas aliadas durante as batalhas na Europa. Ao longo de mais de oito décadas, a escola consolidou sua posição como referência nacional em ensino militar especializado — e a área DQBRN ocupa hoje posição central em sua missão.

Como integrante do Sistema de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear do Exército, a EsIE desempenha papel fundamental na capacitação técnica e no desenvolvimento doutrinário voltados à área DQBRN. 

Por meio de cursos, estágios e instruções especializadas, a organização militar contribui diretamente para o preparo de militares aptos a atuar em cenários operacionais degradados e em situações envolvendo agentes químicos, biológicos, radiológicos e nucleares. 

Com a conclusão do estágio, os militares retornam às suas unidades de origem em condições de contribuir para o preparo contínuo da Força Terrestre e de prestar o apoio logístico de saúde essencial diante dos desafios do cenário internacional contemporâneo.




Com informações e fotos: CECOMSEx

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