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sábado, 27 de junho de 2026

Portugal envia dois KC-390 com missão e ajuda humanitária à Venezuela após terremotos

Portugal projeta Força Conjunta Nacional com 64 profissionais e 23 toneladas de ajuda humanitária a bordo de dois aviões militares para apoiar operações de busca e salvamento nos sismos de magnitude 7,2 e 7,5

Dois aviões KC-390, da Força Aérea Portuguesa (FAP) partiram na noite desta sexta-feira, 26 de junho, da Base Aérea N.º 11, em Beja, com destino à Venezuela, transportando 64 profissionais e cerca de 23 toneladas de ajuda humanitária destinados a apoiar as operações de resposta aos dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 que devastaram o país sul-americano na quarta-feira, 24 de junho. 

A primeira aeronave levantou voo às 22h22 e a segunda às 23h57 (hora de Portugual), aterrissando no Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Caracas, às 13h45 e às 14h40 (hora de Portugal) do dia seguinte, após escalas técnicas de reabastecimento em Cabo Verde e na ilha de Martinica.

Operação coordenada entre quatro ministérios

A missão resulta de um esforço de articulação entre o Ministério dos Negócios Estrangeiros, o Ministério da Defesa Nacional, o Ministério da Administração Interna e o Ministério da Saúde, sob coordenação do Comando Conjunto para as Operações Militares do Estado-Maior-General das Forças Armadas. 

A partida foi acompanhada pelo Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, General João Cartaxo Alves.

O Presidente da ANEPC, José Manuel Moura, destacou o "tempo recorde" da resposta: menos de 24 horas entre o acionamento da missão e a decolagem das aeronaves. "Montámos uma complexa operação de ajuda humanitária, que não está isenta de riscos, para atuar num cenário dantesco", afirmou. 

O comandante operacional da Força Conjunta Nacional, Hugo Santos, reforçou que a prioridade imediata é "chegar em segurança, montar a base operacional e ir para o terreno".

Capacidades especializadas em busca e salvamento

A Força Conjunta Nacional reúne elementos da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS) da Guarda Nacional Republicana, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM). 

A missão integra 27 elementos da GNR, 15 do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa, 10 do INEM e 11 da ANEPC, com capacidades em busca e salvamento urbano, recuperação de vítimas, avaliação de estruturas e apoio médico de emergência. 

A equipa médica do INEM inclui dois médicos, dois enfermeiros, dois técnicos, um especialista em emergência, um de logística e um psicólogo.

A operação foi planejada para um período inicial de dez dias, com margem adicional de reserva conforme a evolução das necessidades no terreno. Portugal também avalia o possível envio de um terceiro avião com reforço adicional de busca e salvamento. 

Carga humanitária e capacidade de projeção do KC-390

A bordo das duas aeronaves seguiram cerca de 23 toneladas de materiais, incluindo equipamentos de proteção individual, material de busca e salvamento, equipamento médico, medicamentos, tendas, geradores, bens alimentares e outros artigos essenciais. 

A escolha do KC-390, reflete a versatilidade da plataforma para missões de projeção rápida em cenários de catástrofe, com capacidade de operar em pistas de comprimento reduzido e de transportar grandes volumes de carga em voos de longo alcance.








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