Exercício conjunto reuniu meios da Marinha, Exército e Força Aérea em operações de alta complexidade na Base Aérea de Anápolis
A Força Aérea Brasileira (FAB), encerrou no dia 29 de maio, mais uma edição do Exercício Conjunto (EXCON) Escudo-Tínia 2026, treinamento que mobilizou aproximadamente 2.000 militares das três Forças Armadas, 40 aeronaves, 12 unidades aéreas e acumulou cerca de 1.000 horas de voo ao longo de quase três semanas de operações.
Realizado entre os dias 11 e 29 de maio, o exercício ocorreu pela primeira vez na Base Aérea de Anápolis (BAAN), em Goiás, consolidando-se como uma das mais importantes atividades de adestramento conjunto das Forças Armadas brasileiras voltadas à integração operacional e ao preparo para missões de elevada complexidade.
O encerramento foi marcado pela realização da Análise Pós-Ação (APA), etapa destinada à consolidação dos resultados obtidos durante o treinamento. A atividade permite avaliar o desempenho das tripulações, o cumprimento dos objetivos operacionais, a interoperabilidade entre os meios empregados e as principais lições aprendidas ao longo do exercício.
O evento contou com a presença do Comandante de Preparo da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Raimundo Nogueira Lopes Neto, que destacou a relevância do treinamento para a manutenção da prontidão operacional e para a defesa da soberania nacional.
Nesta edição, o cenário operacional foi desenvolvido em três fases distintas. A primeira simulou uma campanha defensiva, voltada à proteção do espaço aéreo e de infraestruturas estratégicas. Na segunda etapa, foram executadas ações ofensivas contra alvos previamente definidos, enquanto a fase final concentrou-se na consolidação das operações, incluindo missões aeroterrestres, lançamento de tropas paraquedistas, treinamentos noturnos e operações de reabastecimento em voo.
Um dos principais destaques do EXCON Escudo-Tínia 2026 foi a participação inédita do caça F-39 Gripen em um exercício desse porte. A aeronave de fabricação sueca, atualmente o mais moderno vetor de combate da FAB, operou ao lado de diferentes plataformas empregadas pela Força Aérea Brasileira.
Também participaram do treinamento as aeronaves A-1M, A-29 Super Tucano, F-5M, E-99, KC-390 Millennium e C-105 Amazonas, além de meios especializados das áreas de defesa antiaérea, infantaria, comando e controle, comunicações, saúde operacional e defesa cibernética.
Segundo o Diretor do Exercício, Brigadeiro do Ar Paulo Cezar Fischer da Silva, a atividade representou uma importante oportunidade para manter elevados os níveis de alerta, prontidão e capacidade de resposta das Forças Armadas brasileiras.
De acordo com o oficial, os dados coletados durante o treinamento serão utilizados no planejamento de futuras operações e exercícios, contribuindo para o aperfeiçoamento contínuo das capacidades operacionais e do preparo das tripulações.
Coordenado pelo Ministério da Defesa, o EXCON Escudo-Tínia 2026 foi conduzido conjuntamente pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), pelo Comando de Preparo (COMPREP) e pela Base Aérea de Anápolis.
O principal objetivo do exercício foi ampliar a interoperabilidade entre Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e Força Aérea Brasileira, fortalecendo a comunicação, a coordenação e a atuação integrada entre os diferentes meios militares. A capacidade de operar de forma conjunta é considerada essencial para responder rapidamente a situações de crise, conflitos e missões de defesa de alta complexidade.
Ao reunir meios aéreos, terrestres, sistemas de defesa antiaérea, guerra eletrônica, defesa cibernética e operações aeroterrestres, o EXCON Escudo-Tínia reafirma seu papel como um dos mais abrangentes exercícios conjuntos realizados anualmente pelas Forças Armadas brasileiras.
Com informações, video e fotos: CECOMSAER


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