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sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Novas Imagens mostram novo bombardeiro furtivo chinês em voo sobre Xinjiang

Aeronave "asa voadora" flagrada em Xinjiang tem envergadura próxima à do B-2 americano e reforça avanço chinês em aviação estratégica não tripulada

Aeronave furtiva não tripulada chinesa sobre Xinjiang em setembro de 2026

Novas imagens obtidas em Xinjiang, no oeste da China, mostraram em voo uma aeronave furtiva de configuração "asa voadora" e alcance intercontinental, amplamente apontada por analistas como o protótipo de um bombardeiro não tripulado capaz de transformar a capacidade de ataque aéreo do país. 

As imagens confirmam avaliações anteriores sobre o grande volume interno da aeronave, compatível com capacidade elevada de armamento e combustível, e foram captadas na base de testes da Força Aérea próxima a Malan, província de Xinjiang — mesmo local onde, em meados de junho, uma primeira imagem já havia revelado a existência do programa.

O registro mais recente da aeronave em pleno voo havia sido divulgado em outubro de 2025, a partir de imagens de satélite da região de Malan. Desde então, a base tem sido monitorada com frequência por analistas de defesa, que identificaram ali um verdadeiro polo de testes de aeronaves não tripuladas furtivas de grande porte.

Alcance para superar as limitações do H-6 e dos reabastecedores YY-20

Atualmente, a China depende de variantes de alcance estendido do bombardeiro médio H-6, equipadas com mísseis de longo alcance e apoio de reabastecimento aéreo dos novos petroleiros YY-20, para atingir alvos no território continental dos Estados Unidos. 

Trata-se de uma capacidade considerada relevante, mas limitada quando comparada à de uma aeronave furtiva de alcance intercontinental operando sem escalas.

A nova aeronave não tripulada tem potencial para mudar esse cenário. Segundo a avaliação de analistas, ela ampliaria o alcance da aviação de combate chinesa através do Atlântico e em direção ao Ártico, permitindo que o país projete poder e resguarde interesses estratégicos mesmo sem contar com bases no exterior — um fator que, até aqui, tem sido um dos principais fatores limitantes da projeção de força aérea chinesa em longa distância.

Aeronave furtiva não tripulada chinesa sobre Xinjiang em setembro de 2026

Em termos de dimensões, a aeronave aparenta ser comparável ao bombardeiro estratégico B-2 Spirit, dos Estados Unidos: ambas as aeronaves têm envergadura estimada em torno de 52 metros. Contudo, por se tratar de um projeto consideravelmente mais recente e que dispensa a necessidade de acomodar tripulação, sua autonomia é avaliada como potencialmente muito superior à do bombardeiro americano.

Avanço chinês em aviação de combate ganha novo capítulo

O programa se insere em um momento de liderança crescente da China na aviação de combate. O país deve colocar em serviço seus primeiros caças de sexta geração cerca de uma década antes de programas concorrentes no exterior. 

O caça de sexta geração desenvolvido pela Chengdu Aircraft Corporation é, até o momento, o maior e mais pesado do mundo dentro dessa categoria, além de ser o primeiro com configuração sem cauda (tailless), o que garante capacidades furtivas comparáveis às de bombardeiros estratégicos de nova geração — e autonomia suficiente para escoltá-los.

Avanços expressivos na tecnologia de motores chineses também têm beneficiado tanto o programa de bombardeiros quanto o de caças do país. Já os Estados Unidos, até o momento, não têm programa conhecido de aeronave com dimensões comparáveis à nova asa voadora chinesa. 

O B-21 Raider, novo bombardeiro americano, é significativamente menor e não possui alcance suficiente para atingir alvos em território chinês partindo do território continental dos EUA sem apoio de reabastecimento aéreo.

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