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domingo, 30 de agosto de 2026

Incidente com Marine One e Embraer E170 em Washington foi precedido por falha em transmissões

Investigação revela que transmissões de rádio do helicóptero presidencial dos EUA informando preparação para decolagem não chegaram ao controle de tráfego aéreo antes do incidente de perda de separação em Washington.

As duas transmissões de rádio enviadas pela tripulação do helicóptero presidencial dos Estados Unidos, o "Marine One", informando os preparativos para a decolagem, não foram recebidas pelo controle de tráfego aéreo antes de um incidente de perda de separação (airprox) envolvendo um jato regional Embraer 170 da Envoy Air. 

A ocorrência registrada no dia 4 de agosto, nas proximidades do Aeroporto Nacional Reagan de Washington (DCA), no espaço aéreo da capital norte-americana, devido a falhas de comunicação que levaram à liberação simultânea de trajetórias divergentes.

De acordo com os dados preliminares da investigação sobre o evento de segurança operacional, o protocolo padrão exige a notificação antecipada ao controle de tráfego aéreo sobre os movimentos do helicóptero executivo que transporta o presidente dos EUA. 

A intenção dessa transmissão prévia é garantir que a torre do Aeroporto Nacional de Washington reserve a janela de espaço aéreo necessária e interrompa temporariamente as partidas e chegadas comerciais que possam cruzar a rota da aeronave presidencial.

No dia do incidente, a tripulação do helicóptero efetuou duas chamadas de rádio para avisar sobre a decolagem iminente a partir de uma área de pouso temporária. Contudo, devido a interferências na propagação de sinal de frequência — causadas por bloqueio de visada direta em razão de obras na infraestrutura local —, o centro de controle do DCA não captou as transmissões enviadas.

Sem o recebimento do aviso de prioridade, os controladores de tráfego aéreo seguiram com o fluxo regular de operações e autorizaram a decolagem de um Embraer 170 operado pela Envoy Air a partir da pista do aeroporto comercial. 

Pouco tempo depois de ambas as aeronaves se tornarem airborne, os sistemas de bordo e os próprios controladores identificaram a aproximação indevida e a quebra dos parâmetros mínimos de separação exigidos para a segurança do tráfego aéreo na região restrita de Washington.

Medidas de desvio e correção de curso foram adotadas assim que a proximidade visual e radar foi constatada. As autoridades de aviação civil e os investigadores federais mantêm a apuração técnica para esclarecer os fatores que levaram à sombra de radiofrequência no local de operação e revisar as rotinas de comunicação de contingência entre a frota de transporte presidencial e os órgãos de controle.

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