Translate

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Exército Brasileiro adquire robô nacional de desativação de artefatos explosivos

Produzido pela Ambipar Robotics, o equipamento visa proteger os militares na linha de frente e qualifica a Força Terrestre para missões de paz da ONU.

O Exército Brasileiro (EB), por meio do Departamento de Engenharia e Construção (DEC), confirmou a aquisição de um novo robô de neutralização de artefatos explosivos de fabricação nacional. O equipamento, produzido pela Ambipar Robotics, foi integrado à corporação em Brasília (DF) com o objetivo central de reduzir a exposição das tropas a ameaças letais em campo. 

A introdução da plataforma também atende às exigências do Sistema de Preparação para Capacidades de Manutenção da Paz da Organização das Nações Unidas (ONU), que estipula os parâmetros de prontidão para o envio de efetivos militares em missões ao exterior.

A plataforma tecnológica atuará como ponta de lança na proteção das equipes de desativação de artefatos explosivos (EOD). Ao inserir um sistema remotamente controlado na zona de perigo, a corporação militar mitiga os riscos de baixas operacionais durante o manuseio de munições não detonadas ou dispositivos improvisados. 

A incorporação do material também responde diretamente ao planejamento de projeção internacional do Brasil, garantindo as certificações necessárias para operações sob a chancela das Nações Unidas.

Conforme noticiado pelo Defesa TV News em maio, quando o processo de entrega do primeiro robô da Ambipar Robotics à Força Terrestre veio a público, a aquisição representa um marco significativo. 

A chegada do equipamento, inicialmente destinado ao 6º Batalhão de Engenharia de Combate (6º B E Cmb), evidencia a capacidade crescente da Base Industrial de Defesa brasileira no desenvolvimento de soluções de alta complexidade voltadas aos conflitos modernos e à preservação da vida.

Desenvolvimento e logística integrada

O processo burocrático e logístico para a obtenção do robô foi conduzido pela Diretoria de Material de Engenharia. Para viabilizar o projeto, o Exército contou com o suporte técnico do Sistema Defesa, Indústria e Academia (SisDIA). Esta iniciativa estratégica conecta as demandas das Forças Armadas ao meio acadêmico e ao mercado corporativo, fomentando soluções que fortaleçam o parque industrial de segurança do país.

O emprego do novo sistema robótico, no entanto, não será restrito ao cenário internacional. A plataforma possui configuração multifunção, o que permite o seu deslocamento ágil em operações militares convencionais em território nacional. 

Além da área de defesa estrita, o robô poderá atuar em ações de ajuda humanitária e fornecer apoio subsidiário aos órgãos de segurança pública. Segundo o comando militar, a aquisição reflete a modernização constante da capacidade operacional e a introdução pragmática de novas tecnologias nas rotinas de engenharia.



Com informações e fotos: CECOMSEx

Nenhum comentário: