Especialistas ucranianos identificaram o material radioativo em fragmentos de drones abatidos; autoridades garantem que não há risco de explosão nuclear nem contaminação em larga escala
Especialistas ucranianos identificaram urânio empobrecido em destroços de drones russos do tipo Shahed/Geran-2, segundo informações divulgadas pela Embaixada da Ucrânia no Brasil. O material foi encontrado incorporado a componentes de uma ogiva adaptada e apresenta baixo nível de radioatividade. As autoridades ucranianas descartam qualquer risco de explosão nuclear ou de contaminação em larga escala.
A modificação tem dupla finalidade. Do ponto de vista técnico, o urânio empobrecido aumenta a capacidade de perfuração do projétil — propriedade conhecida e explorada em munições anticarro desde a Guerra Fria. Do ponto de vista psicológico, a Rússia aposta no temor que a palavra "radiação" desperta para provocar pânico entre civis ucranianos e pressionar a opinião pública internacional.
As medições realizadas nos fragmentos registraram níveis de radiação acima do fundo natural, mas insuficientes para causar danos à saúde em exposições ocasionais ou de curta duração. A intensidade cai rapidamente com a distância da fonte, o que reduz de forma substancial qualquer risco fora da área imediata dos destroços.
Os técnicos identificaram nos fragmentos os isótopos U-235 e U-238, ambos de baixa atividade radioativa e presentes em diversas aplicações industriais. Sua presença não é capaz de desencadear reação nuclear nem de gerar substâncias associadas a acidentes nucleares, como as registradas em Chernobyl ou Fukushima.
A Ucrânia monitora todos os incidentes de segurança radiológica e repassa as informações à comunidade internacional. O episódio reforça o padrão identificado por analistas militares: a Rússia combina destruição física com pressão psicológica como componentes deliberados de sua estratégia de guerra.
Com informações da Embaixada da Ucrânia no Brasil





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