ULTIMAS POSTAGENS:

sábado, 13 de junho de 2026

REMAX completa 20 anos com padronização da 4ª versão pelo Exército Brasileiro

Sistema de armas remotamente controlado, desenvolvido pela ARES em parceria com o CTEx, consolida trajetória de inovação nacional e supera a marca de 300 unidades entregues à Força Terrestre



O Exército Brasileiro (EB) deu um novo passo na modernização de suas forças mecanizadas ao oficializar, em 2026, a padronização do Sistema de Armas Remotamente Controlado (SARC) REMAX 4, desenvolvido pela ARES Aeroespacial e Defesa, em parceria com o Centro Tecnológico do Exército (CTEx). 


A decisão foi formalizada por meio de portaria publicada em abril, reforçando o papel estratégico da indústria brasileira no desenvolvimento de tecnologias críticas de defesa. O marco coincide com as duas décadas do projeto, iniciado em 2006 com o objetivo declarado de criar o primeiro sistema desse tipo 100% nacional — uma promessa que se tornou realidade operacional nas fileiras da Força Terrestre. 


Da bancada de engenharia ao campo de batalha


O projeto do REMAX teve início em 2006, com os primeiros testes de engenharia e de campo realizados entre 2006 e 2009 na plataforma da VBTP EE-11 Urutu. A partir de 2010, os estudos passaram ao Centro de Avaliação do Exército (CAEx), que integrou ao projeto a VBTP-MR 6×6 Guarani em 2013. Em 2016, o Exército adotou o sistema em sua terceira versão. 




Cada geração do REMAX, incorporou requisitos operacionais recolhidos diretamente das experimentações de campo. A estabilização das linhas de visada e de tiro, que permite disparo preciso mesmo com o veículo em movimento, é uma das características centrais do sistema desde suas versões anteriores. A quarta versão avançou nessa direção, adicionando recursos que até então não integravam o portfólio nacional de armas remotamente controladas. 


REMAX 4: tecnologia avançada, silhueta reduzida


O REMAX 4 é mais leve e de silhueta inferior em relação às versões precedentes, trazendo uma série de melhorias de capacidade, entre elas uma capacidade de munição três vezes maior e a incorporação do rastreamento automático de alvos. 


O projeto passou por reengenharia completa, com redução de 20% na altura e 12 kg no peso, facilitando a instalação e a remoção do sistema, o que permite seu emprego em viaturas de menor porte — mas mantendo as mesmas interfaces do REMAX 3, desenvolvidas para a VBTP-MSR 6×6 Guarani e a VBMT-LR 4×4 LMV-BR. 



Com estabilização em dois eixos, sensores optrônicos, câmera termal, telêmetro laser e acompanhamento automático de alvos, o REMAX 4 reduz a exposição do combatente e amplia a eficácia operacional, mantendo o atirador abrigado no interior da viatura. A interface com touchscreen e a zona de delimitação de tiro completam o conjunto de funcionalidades que distinguem esta versão de seus antecessores.


Versatilidade operacional


O sistema suporta metralhadora calibre 7,62 mm ou .50" (12,7 mm), permitindo a pontaria em elevação e direção do armamento, a observação, o reconhecimento e a identificação de alvos durante o dia e a noite, bem como a realização do tiro em movimento.


A versatilidade do REMAX vai além da plataforma blindada de transporte de pessoal. Existem estudos para seu emprego nas VBTP-SL M113BR, na modernização da VBC-CC Leopard 1A5, bem como nas Lanchas Blindadas DGS 999 Raptor operadas pelo EB na Amazônia. 




A gama de aplicações reflete a confiança que a Força Terrestre depositou no sistema ao longo de duas décadas de validação contínua. 


Base Industrial de Defesa e autonomia tecnológica


A padronização do REMAX 4 é o reconhecimento de uma trajetória de desenvolvimento tecnológico construída em parceria com as Forças Armadas e baseada em requisitos operacionais reais. 


A ARES Aeroespacial e Defesa, conta com mais de 50 anos de experiência no desenvolvimento, produção e suporte logístico de sistemas de defesa, sendo referência nacional em torres e estações de armas, simuladores, sistemas optrônicos e soluções de alta complexidade para aplicações militares.


A parceria com o CTEx consolidou-se como modelo de cooperação entre indústria e Forças Armadas, com potencial de geração de novos frutos tecnológicos.


A decisão foi formalizada por meio de portaria assinada pelo comandante do Exército, autorizando o uso geral do sistema em toda a Força Terrestre enquanto o equipamento permanecer integrado à estrutura de apoio logístico do EB. 


A medida alinha-se aos eixos estratégicos do Exército que envolvem a atualização de meios, a valorização da indústria de defesa nacional e o aprimoramento doutrinário. 


Com mais de 300 unidades entregues e duas décadas de aprimoramento contínuo, o REMAX é hoje um dos exemplos mais concretos de como a parceria entre o setor público e a iniciativa privada nacional pode produzir soluções de defesa com relevância operacional real — e projeção para o futuro.


Com Informações do CTEx, via Instagram

Nenhum comentário: