Atualização semanal revela 103 navios americanos em operação ao redor do mundo; Nimitz encerra circum-navegação da América do Sul e tem vida útil estendida até 2027
A Marinha dos Estados Unidos (US Navy) mantem até o dia 22 de junho, uma força global de 292 navios em regime ativo, sendo que destes total, 103 embarcações estão desdobradas para diversos fins e outras 80 em operações de combate — entre elas dois grupos de ataque de porta-aviões simultâneos no Mar Arábico, postura que reflete a manutenção de pressão operacional sobre o Irã após o acordo que encerrou a Operação Epic Fury.
Os dados foram divulgados nesta segunda-feira pelo U.S. Naval Institute (USNI News), que publica semanalmente o rastreamento das principais formações da frota americana ao redor do planeta.
Dois porta-aviões no Golfo Árabe
O ponto de maior concentração de força permanece o Mar Arábico. O Grupo de Ataque do Porta-Aviões 3, centrado no USS Abraham Lincoln (CVN-72), continua operando em apoio à Operação Epic Fury.
O Lincoln, sediado na Naval Air Station North Island, na Califórnia, embarca o grupo aéreo 9 (CVW-9), com esquadrões de F/A-18E e F/A-18F Super Hornets, F-35C do Corpo de Fuzileiros Navais, EA-18G Growler de guerra eletrônica, E-2D Hawkeye de alerta antecipado e helicópteros MH-60R e MH-60S. O escolta imediato inclui o destroyer USS Spruance (DDG-111).
Segundo a USNI News, os dois grupos seguem presentes na região "em apoio à liberdade de navegação" e para garantir que os termos do acordo com o Irã sejam cumpridos. Mais dez destroyers operam de forma independente na mesma área, incluindo o USS Michael Murphy (DDG-112), que participou dos ataques com mísseis Tomahawk durante as operações de autodefesa dos EUA contra alvos iranianos.
George Washington patrulha o Pacífico
No Pacífico, o USS George Washington (CVN-73) conduzia sua primeira patrulha de 2026 no Mar das Filipinas, após escala em Guam na semana anterior. O grupo de ataque inclui o cruzador USS Robert Smalls (CG-62) e os destroyers USS Benfold (DDG-65) e USS Shoup (DDG-86), com a Asa Aérea 5 (CVW-5) embarcada.
O posicionamento coincide com período de tensão elevada no Estreito de Taiwan: o Ministério da Defesa taiwanês rastreou dois aviões militares chineses, oito navios de guerra e quatro embarcações oficiais nas adjacências do estreito nas 24 h encerradas neste domingo, tendo ativado aeronaves, navios e sistemas de mísseis costeiros em resposta.
No Mar do Sul da China, o Grupo Anfíbio centrado no USS Boxer (LHD-4) operava com o 11.º Corpo Expedicionário de Fuzileiros Navais a bordo, com aeronaves F-35B do VMFA-122 em operações de voo. A formação havia feito escala em Singapura e retomava patrulha na região.
Nimitz encerra circum-navegação e ganha sobrevida
No Atlântico Ocidental, um ciclo histórico foi encerrado com a chegada do USS Nimitz (CVN-68) à base naval de Mayport, na Flórida, na última terça-feira. O porta-aviões mais antigo da Marinha americana concluiu o exercício Southern Seas 2026 e realizou a travessia de regresso circum-navegando a América do Sul — rota incomum para uma embarcação de seu porte, que evidencia tanto a extensão do desdobramento quanto questões de trânsito estratégico.
O navio está programado para ser descomissionado, mas a Marinha anunciou recentemente a extensão de sua vida útil por mais dez meses, mantendo-o em serviço até 2027.
Na mesma costa, o USS Dwight D. Eisenhower (CVN-69) partiu de Norfolk na quarta-feira para qualificações de porta-aviões em zona de operações próxima à Virgínia, em preparação para um desdobramento previsto para o início de 2027.
Báltico, Mediterrâneo e presença anfíbia nas Américas
No Mar Báltico, o navio-comando USS Mount Whitney (LCC-20) estava em Kiel, na Alemanha, após concluir operações no âmbito do exercício BALTOPS 2026. No Mediterrâneo Oriental, dois destroyers — USS Arleigh Burke (DDG-51) e USS Roosevelt (DDG-80) — operavam de forma independente a partir de Rota, Espanha. No Mar Vermelho, outros dois destroyers mantinham presença permanente.
No Caribe, apenas o USS Fort Lauderdale (LPD-28) seguia na região após o retorno do USS Iwo Jima (LHD-7) e do 22.º Corpo Expedicionário de Fuzileiros Navais, encerrados dez meses de desdobramento no início de junho. O 24.º MEU assumiu a função de força de resposta imediata no SOUTHCOM, operando de forma dispersa sem grupo anfíbio dedicado.
No Pacífico Oriental, o USS Theodore Roosevelt (CVN-71) partiu de San Diego na segunda-feira anterior, e o USS Essex (LHD-2) saiu no dia 8 de junho — ambos em preparação para o exercício RIMPAC 2026.
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