ULTIMAS POSTAGENS:

segunda-feira, 1 de junho de 2026

KC-135 atingido durante Operação Epic Fury retorna aos EUA com reparos temporários

Novas imagens revelam a extensão dos danos sofridos por um reabastecedor da Guarda Aérea Nacional durante operações ligadas à guerra contra o Irã

Novas fotografias divulgadas no dia 30 de maio, oferecem uma visão mais detalhada até agora, dos reparos temporários realizados em um avião-tanque KC-135R Stratotanker da Guarda Aérea Nacional do Alasca que sofreu danos em combate durante operações associadas ao conflito entre Estados Unidos e Irã.

A aeronave, matrícula 63-8028, pertencente à 168ª Ala da Guarda Aérea Nacional do Alasca, decolou da RAF Mildenhall, no Reino Unido, com destino a Bangor, no estado do Maine, iniciando seu retorno aos Estados Unidos após participar da Operação Epic Fury.

Imagens registradas durante o taxi para decolagem, mostram extensas placas de reparo instaladas na fuselagem para restaurar temporariamente a aeronave à condição de voo. Os trabalhos permitiram que o KC-135 realizasse a travessia de retorno, mas ainda deverá passar por avaliações mais aprofundadas em território norte-americano.

O avião chegou à base da RAF, em Mildenhall, no dia 23 de maio, procedente do Aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv, Israel. Trata-se do segundo KC-135 danificado em combate que foi fotografado transitando pela base britânica nos últimos meses.

O primeiro caso envolveu a aeronave 59-1444, que pousou em Mildenhall em abril de 2026 exibindo múltiplos reparos de danos de batalha distribuídos pela fuselagem, asas, motores e estabilizadores. Acredita-se que esse avião estivesse entre os pelo menos cinco KC-135 atingidos durante ataques iranianos contra a Base Aérea Príncipe Sultan (PSAB), na Arábia Saudita, em março deste ano.

No caso da aeronave 63-8028, a origem exata dos danos permanece indefinida. Dados de rastreamento aéreo indicam que o avião foi deslocado da Base Aérea de Eielson, no Alasca, para Israel em março, realizando missões operacionais quase diariamente até o dia 26 daquele mês. Em seguida, a aeronave desapareceu dos registros públicos de voo por aproximadamente dois meses, reaparecendo apenas em maio durante o deslocamento para o Reino Unido.

Especialistas observam que o padrão dos reparos difere significativamente daquele visto na aeronave 59-1444. Enquanto o primeiro KC-135 apresentava danos espalhados por diversas áreas da estrutura, os remendos instalados no 63-8028 concentram-se na parte traseira inferior da fuselagem.

Registos de rastreamento de voo para 63-8028 no período de 5 de março a 30 de maio. (Crédito da imagem: FR24.com)

Essa distribuição levou analistas a considerar a possibilidade de que fragmentos tenham atingido o avião por baixo e pela retaguarda. A hipótese ganha força pelo fato de que o sistema de reabastecimento aéreo por lança (boom) precisou ser removido da aeronave, algo que não ocorreu no outro KC-135 danificado.

Após a escala em Bangor, a aeronave seguiu para a Base Aérea de Tinker, em Oklahoma, onde está localizado o Oklahoma City Air Logistics Complex, principal centro de manutenção pesada da Força Aérea dos Estados Unidos para os aviões KC-135 Stratotanker, KC-46 Pegasus, E-3 Sentry, E-6 Mercury, B-52 Stratofortress e B-1B Lancer.

Ainda não há confirmação sobre o futuro da aeronave. Entre as possibilidades analisadas estão uma recuperação completa para retorno ao serviço operacional ou a utilização da célula como fonte de peças de reposição para sustentar a frota remanescente, prática já adotada anteriormente com outros KC-135.

Os danos registrados em aeronaves-tanque durante a Operação Epic Fury evidenciaram a importância estratégica desses vetores para as operações aéreas modernas. Além de apoiar missões de combate, os reabastecedores são fundamentais para o transporte logístico e para a sustentação de campanhas aéreas de longa duração.

O conflito envolvendo o Irã também demonstrou a elevada demanda por aeronaves de reabastecimento em cenários de guerra de alta intensidade. Mesmo operando uma frota composta por mais de 350 KC-135 e pouco mais de uma centena de KC-46 Pegasus, a Força Aérea dos Estados Unidos enfrentou perdas e danos que ressaltam a vulnerabilidade desses ativos críticos quando empregados em ambientes altamente contestados.

Com informações de sites internacionais

Nenhum comentário: