Operação reuniu cerca de 2 mil militares, 40 aeronaves e capacidades multidomínio em treinamento realizado na Base Aérea de Anápolis
O Exército Brasileiro (EB) participou, entre os dias 11 e 29 de maio, do Exercício Conjunto Escudo Tínia, treinamento coordenado pela Força Aérea Brasileira (FAB) na Base Aérea de Anápolis (GO). A atividade reuniu meios das três forças militares, com o objetivo de aprimorar a interoperabilidade entre as Forças Armadas e ampliar a capacidade de resposta em cenários de elevada complexidade operacional.
O exercício foi conduzido em um ambiente multidomínio, permitindo a integração dos sistemas de comando e controle e a execução coordenada de diferentes capacidades militares. A iniciativa buscou fortalecer a atuação conjunta das Forças Singulares em operações que exigem elevado nível de sincronização, prontidão e emprego de meios especializados.
O EB participou com aproximadamente 460 militares oriundos da Brigada de Infantaria Paraquedista (Bda Inf Pqdt), do Comando de Defesa Antiaérea do Exército e do Comando de Operações Especiais. Além disso, integrantes da Força Terrestre também atuaram junto ao Estado-Maior do Comando Conjunto responsável pelo planejamento e condução das atividades.
Durante o treinamento, o Comando de Defesa Antiaérea empregou sistemas de vigilância e defesa de última geração, entre eles o radar SABER M60 e o sistema de mísseis RBS-70. Também foi realizada a avaliação operacional do radar SABER M200 Vigilante, equipamento com capacidade de detectar aeronaves a distâncias de até 200 quilômetros, ampliando a consciência situacional e a capacidade de monitoramento do espaço aéreo.
As tropas da Brigada Paraquedista e do Comando de Operações Especiais executaram diversas missões táticas, incluindo ações de Apoio Aéreo Aproximado, Assalto Aeroterrestre, infiltração e exfiltração aérea, salto semiautomático, salto livre operacional e lançamento aéreo de suprimentos. As atividades permitiram o treinamento integrado de tropas terrestres e meios aéreos em condições semelhantes às encontradas em operações reais.
O Escudo Tínia 2026 também serviu como plataforma para a validação de novas tecnologias e capacidades operacionais, contribuindo para o aperfeiçoamento doutrinário e para o fortalecimento da prontidão das Forças Armadas brasileiras.
Ao longo de quase três semanas de atividades, o exercício demonstrou a importância da atuação conjunta entre Marinha, Exército e Força Aérea em cenários complexos, reforçando a capacidade de defesa, dissuasão e proteção da soberania nacional em qualquer região do território brasileiro.
A participação do Exército no treinamento evidencia o compromisso da Força Terrestre com a modernização de seus meios, a integração operacional entre as Forças Armadas e a manutenção de elevados níveis de preparo para responder aos desafios do ambiente estratégico contemporâneo.
Com informações do COTER

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