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segunda-feira, 29 de junho de 2026

Exército Brasileiro testa prontidão da 12ª Brigada de Infantaria Aeromóvel e conclui maior fase de certificação em 2026

Com helicópteros, capacidade antidrone e ataques noturnos, a 12ª Brigada encerra fase decisiva do processo de certificação como Força de Emprego de Prontidão

Entre os dias 15 e 21 de junho, o Vale do Paraíba, foi palco do maior exercício já realizado pela 12ª Brigada de Infantaria Aeromóvel (12 ª Bda Inf Amv) neste ciclo de adestramento. A Operação Aratu XI mobilizou mais de 1,1 mil militares, mais de 100 viaturas e diversas aeronaves da Aviação do Exército (AvEx).

O adestramento final de certificação foi como Força de Emprego de Prontidão — condição que habilita a brigada a atuar em missões de combate ou de ajuda humanitária em qualquer ponto do território nacional, sob supervisão direta do Comando de Operações Terrestres (COTER).

Última fase de um processo iniciado em fevereiro

A certificação da 12 ª Bda Inf Amv pelo COTER teve início em fevereiro de 2026 e avançou por etapas progressivas: preparação de pequenas frações de tropa, adestramento de estado-maior e integração entre sistemas de combate. A Operação Aratu XI representa a etapa final — chamada de "Simulação Viva" —, na qual as tropas precisam executar missões reais em ambiente de confronto simulado entre duas forças oponentes com liberdade de manobra.

O exercício integra o processo de certificação da brigada como Força de Emprego de Prontidão, condição que a caracteriza como preparada para executar missões de combate ou de ajuda humanitária em qualquer ponto do território nacional. O formato de dupla ação, com duas forças disputando posições no terreno, elevou o grau de realismo e exigência operacional — reproduzindo, ao máximo possível, as condições de um cenário de conflito convencional. 

No âmbito tático, a Simulação Viva exigiu que uma das forças conquistasse e mantivesse uma posição estratégica na retaguarda inimiga, o que demandou o deslocamento de combatentes por helicópteros com alto nível de coordenação e sincronização. 

Durante as atividades, foram realizados o apronto operacional da tropa e o Assalto Aeromóvel, uma das principais capacidades da 12ª Brigada, envolvendo o embarque dos militares em helicópteros do Comando de Aviação do Exército, o deslocamento até a área de interesse e o desembarque para o prosseguimento das ações no terreno. 

Antidrone, artilharia e precursores: o espectro completo do combate moderno

A Aratu XI não se limitou ao assalto aeromóvel tradicional. O exercício envolveu o espectro completo das funções de combate da brigada, com ênfase na integração entre sistemas operacionais distintos. Entre as ações executadas, destacaram-se a infiltração de um destacamento de precursores, ataques noturnos em pontos estratégicos e manobras de conquista e defesa de área — todas executadas com apoio aéreo e terrestre integrado.

Um dos diferenciais da operação foi a incorporação de capacidades agregadas de outros comandos. Uma equipe antidrone do 1º Batalhão de Guerra Eletrônica, sediado em Brasília, atuou junto à brigada, evidenciando a crescente relevância dos sistemas não tripulados e das contramedidas eletrônicas no combate contemporâneo. Também participou uma seção anticarro da 1ª Companhia Anticarro, de Osasco, reforçando o perfil multidimensional do exercício.

O cenário informacional da missão simulada também foi considerado nas atividades, com ações voltadas para comunicação estratégica e gestão da percepção no ambiente operacional — aspecto que reflete a evolução doutrinária do Exército Brasileiro (EB) em direção ao combate integrado nos domínios físico e cognitivo.

Tiro real na AMAN fecha o ciclo

A Operação Aratu XI não encerra sozinha o processo de certificação. A etapa seguinte — prevista para o dia 27 de junho, já após o término do exercício em campo — consiste em um exercício tático de tiro real na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), em Resende, no Rio de Janeiro. 

Na oportunidade, a mesma tropa da operação realizará manobras e executará disparos de munição real com diversos armamentos. A sequência reforça o caráter escalonado do processo de certificação, que vai da preparação individual ao emprego coletivo em grande escala. 

A 12 ª Bda Inf Amv é uma das Forças de Prontidão do EB, caracterizada pela elevada mobilidade e capacidade de resposta. Sediada em Caçapava e subordinada à 2ª Divisão de Exército (2ª DE), desde 1995 seus elementos são transportados pelos helicópteros da AvEx, podendo rapidamente operar em qualquer parte do território nacional. 

Parte da reserva estratégica da Força Terrestre, a brigada tem histórico que remonta à participação de contingentes seus na Força Expedicionária Brasileira durante a Segunda Guerra Mundial — origem do título "Brigada Fornovo di Taro". 






Com informações:  Centro de Comunicação Social do Exército (CCOMSEx) Fotos: Cb Marcos (CCOMSEx) e Sgt Brian (Bda Inf Amv)


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