Exercício foi conduzido na região de Baterías e teve como foco o aperfeiçoamento das operações com embarcações de assalto e veículos anfíbios logísticos
O Batalhão de Veículos Anfíbios Nº 1 (BIVH) da Armada Argentina, concluiu uma campanha de adestramento voltada ao aperfeiçoamento das técnicas de operação de embarcações de assalto e veículos anfíbios logísticos em condições marítimas consideradas desafiadoras.
A atividade ocorreu nas praias próximas ao Centro Espacial Manuel Belgrano, na região da Reserva Natural da Defesa Baterías – Charles Darwin, na província de Buenos Aires.
O treinamento teve como principal característica, a utilização de uma área costeira marcada por forte ondulação, arrebentações intensas e um acentuado gradiente de praia. Segundo a Armada Argentina, essas condições proporcionam um ambiente ideal para elevar o nível de preparo operacional das tripulações e ampliar a capacidade de atuação em cenários marítimos complexos.
A campanha foi conduzida sob coordenação do comandante do BIVH, Capitão de Corveta, César Federico Scarabotti, e envolveu o emprego de cerca de 50 militares, além de embarcações de assalto (EA), veículos anfíbios logísticos (VAL), um caminhão-radar e diversos meios de apoio logístico.
Para sustentar as operações, foi estabelecido um posto de comando avançado e uma área de acampamento operacional, permitindo a condução contínua das atividades ao longo do período de instrução.
Treinamento simulou operações anfíbias em condições adversas
Durante a campanha, os militares executaram uma série de procedimentos voltados às operações anfíbias, incluindo manobras de entrada e saída do mar, navegação costeira, transposição de arrebentações, técnicas de aproximação à praia com embarcações, resgate de homem ao mar, reboque de meios navais, formações táticas e procedimentos de comunicações radiotelefônicas.
As atividades também incluíram exercícios de controle radar e segurança náutica, fundamentais para a coordenação de operações anfíbias em ambientes com reduzida margem para erros operacionais.
Segundo a Armada, todas as tarefas foram realizadas tanto durante o dia quanto à noite, exigindo elevado nível de coordenação entre tripulações, comandantes de embarcações, chefes de veículos e equipes responsáveis pela segurança das operações.
De acordo com o comandante da Companhia de EA, Tenente de navio, Ariel Alderete Guevara, a capacidade de reação rápida diante de um ambiente operacional dinâmico foi um dos fatores decisivos para o êxito dos exercícios.
Já o comandante da Companhia de VAL, Tenente de Fragata, Hernán Juárez, destacou a integração entre militares experientes e integrantes mais novos da unidade como um dos aspectos mais importantes observados durante o adestramento.
Operação exigiu planejamento logístico detalhado
Além dos desafios relacionados à execução das manobras anfíbias, a campanha também serviu como teste para a capacidade logística da unidade.
A área de treinamento estava localizada a aproximadamente 25 km da base do batalhão, exigindo planejamento detalhado para o deslocamento de pessoal, veículos e equipamentos.
O apoio logístico foi reforçado pela atuação do Batalhão de Comando e Apoio Logístico da Brigada Anfíbia de Infantaria de Marina, que garantiu o abastecimento de alimentos, fornecimento de água quente e suporte sanitário, incluindo atendimento de enfermagem e disponibilidade de ambulância para emergências.
Brigada Anfíbia acompanha evolução do preparo operacional
Durante o desenvolvimento da atividade, o comandante da Brigada Anfíbia de Infantaria de Marina, Capitão de Navio, Jorge Eduardo Roscoe, visitou a área de operações para acompanhar o desempenho do efetivo e verificar as características hidrográficas do setor utilizado para os exercícios.
Segundo a avaliação da Armada Argentina, a campanha atingiu plenamente os objetivos estabelecidos e representou uma importante etapa preparatória para futuras atividades de maior complexidade operacional.
A iniciativa integra o calendário de adestramento da Infantaria argentina, que busca manter e ampliar a prontidão de suas forças para operações anfíbias, missões expedicionárias e emprego em ambientes costeiros desafiadores.




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