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domingo, 24 de maio de 2026

Rússia volta a empregar míssil hipersônico Oreshnik em grande ataque contra Kiev

Ofensiva combinou drones, mísseis balísticos e armamento hipersônico em uma das maiores ações aéreas contra a capital ucraniana desde o início da guerra

A Rússia voltou a utilizar o míssil hipersônico Oreshnik durante um amplo ataque aéreo realizado contra Kiev, em uma das maiores ofensivas lançadas contra a capital ucraniana desde o início da guerra. A operação combinou drones kamikaze, mísseis balísticos e armamentos de alta velocidade em uma tentativa de saturar as defesas aéreas da Ucrânia.

Segundo autoridades ucranianas, o ataque ocorreu durante a madrugada e atingiu diferentes regiões de Kiev, provocando explosões em áreas residenciais, danos à infraestrutura urbana e interrupções temporárias em serviços públicos. Sistemas de defesa antiaérea foram ativados em larga escala para interceptar os projéteis lançados pelas forças russas.

O uso do Oreshnik chamou atenção de analistas militares por representar uma nova demonstração da capacidade russa de empregar armamentos hipersônicos em operações de longo alcance. O sistema teria sido utilizado anteriormente em ataques seletivos contra alvos estratégicos ucranianos, mas sua nova aparição ocorre em meio à intensificação das campanhas russas de pressão sobre Kiev.

De acordo com o jornal espanhol El País, a ofensiva incluiu dezenas de drones Shahed de fabricação iraniana, além de mísseis balísticos e de cruzeiro lançados de diferentes plataformas aéreas e terrestres. A combinação de vetores buscaria reduzir a eficiência das defesas antiaéreas ucranianas por meio da saturação simultânea de alvos. 

O míssil Oreshnik permanece cercado por sigilo operacional. Analistas ocidentais acreditam que o armamento faça parte de uma nova geração de sistemas hipersônicos russos desenvolvidos para atingir alvos estratégicos em alta velocidade e com trajetória complexa, dificultando a interceptação pelos sistemas convencionais de defesa aérea.

Especialistas em defesa apontam que armas hipersônicas podem ultrapassar velocidades superiores a Mach 5 e realizar manobras evasivas durante o voo, tornando mais difícil o rastreamento por radares e a neutralização por sistemas antimísseis tradicionais.

Autoridades russas não divulgaram detalhes técnicos sobre o ataque, mas veículos estatais de Moscou afirmaram que a ofensiva teve como alvo instalações militares, centros logísticos e infraestrutura ligada ao esforço de guerra ucraniano.

A Ucrânia, por sua vez, afirmou que grande parte dos projéteis foi interceptada pelas baterias antiaéreas posicionadas ao redor da capital. Ainda assim, destroços atingiram edifícios e provocaram incêndios em diferentes distritos urbanos.

O novo ataque ocorre em meio à intensificação das ações aéreas russas contra infraestrutura energética e centros urbanos ucranianos. Nos últimos meses, Moscou aumentou significativamente o volume de drones e mísseis empregados em operações de longo alcance, enquanto Kiev busca reforçar suas capacidades de defesa aérea com apoio ocidental.

Analistas militares avaliam que o uso recorrente de armamentos hipersônicos também possui forte componente estratégico e psicológico, servindo como demonstração de poder tecnológico e instrumento de pressão política sobre a Ucrânia e seus aliados da OTAN.

Ao mesmo tempo, especialistas ressaltam que o emprego dessas armas de alta complexidade possui custo elevado e número limitado de unidades disponíveis, o que reduz sua utilização em larga escala e transforma cada lançamento em um evento de grande relevância militar e geopolítica.

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