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sexta-feira, 15 de maio de 2026

Rheinmetall celebra primeiro batismo naval de sua história com corveta da classe K130 para a Marinha Alemã


A empresa alemã, de defesa Rheinmetall, realizou o primeiro batismo naval de sua história ao celebrar oficialmente, em Hamburgo, a entrada na fase final de construção da corveta LÜBECK, último navio do segundo lote da classe K130 destinado à Marinha da Alemanha. 

A cerimônia ocorreu no dia 29 de abril, nas instalações da Blohm+Voss, atualmente integradas à divisão naval da Rheinmetall, e representa um marco simbólico na expansão da companhia para o setor de construção naval militar.

O navio, batizado de LÜBECK, é a quinta e última corveta do segundo lote da classe K130, programa criado para reforçar as capacidades marítimas da Alemanha no Mar do Norte e no Mar Báltico em meio ao aumento das tensões de segurança na Europa. 

A embarcação foi batizada por Huong Nguyen, companheira do presidente municipal de Lübeck, Henning Schumann, durante uma cerimônia que contou com representantes da indústria, autoridades políticas e membros das Forças Armadas alemãs.

O CEO da Rheinmetall, Armin Papperger, classificou o evento como um “marco especial” para a empresa, destacando que esta foi a primeira cerimônia de batismo naval já realizada pela companhia. 

Segundo ele, a expansão da Rheinmetall para o setor marítimo faz parte de um esforço mais amplo para fortalecer as capacidades de defesa da Alemanha e dos aliados da OTAN diante do novo cenário estratégico europeu.

A cerimônia também simboliza a transformação estrutural da Rheinmetall em uma companhia de defesa multidomínio. Tradicionalmente conhecida por produzir blindados, munições, canhões e sistemas terrestres, a empresa concluiu em março de 2026 a aquisição da Naval Vessels Lürssen (NVL), incorporando estaleiros e ampliando sua presença no mercado naval europeu. 

O movimento foi descrito pela própria companhia como a criação de uma “potência naval” industrial na Alemanha. A corveta LÜBECK possui aproximadamente 89 metros de comprimento e foi projetada para operações costeiras, reconhecimento marítimo e guerra antissuperfície. 

Os navios da classe K130 são especialmente voltados para operações em áreas restritas e altamente sensíveis, como o Mar Báltico, região considerada estratégica pela OTAN devido à crescente atividade militar russa desde o início da guerra na Ucrânia.

Após o batismo, a embarcação seguirá para a fase final de integração e testes operacionais antes de ser oficialmente incorporada à Marinha Alemã. Segundo a Rheinmetall, os próximos marcos do programa incluem ainda a entrega das corvetas EMDEN e KÖLN ainda em 2026.

O programa K130 vem sendo conduzido pelo consórcio ARGE K130, liderado atualmente pela divisão Naval Systems da Rheinmetall em parceria com a ThyssenKrupp Marine Systems (TKMS) e a German Naval Yards Kiel. O segundo lote das corvetas foi aprovado em 2016 como resposta à deterioração do ambiente de segurança europeu e ao aumento das demandas operacionais da OTAN no norte da Europa.

O fortalecimento da presença naval da Rheinmetall ocorre em paralelo à crescente militarização da indústria de defesa alemã. Nos últimos meses, a companhia ampliou sua participação em programas marítimos estratégicos, incluindo negociações para assumir o problemático programa das fragatas F126 da Marinha Alemã, atualmente afetado por atrasos e aumento de custos. 


Segundo informações publicadas pela imprensa europeia, a Rheinmetall busca um contrato estimado em até €12 bilhões para assumir o projeto.

Analistas europeus avaliam que a entrada definitiva da Rheinmetall no setor naval reforça uma tendência de consolidação da indústria de defesa no continente, impulsionada pelo aumento dos gastos militares após a invasão russa da Ucrânia. 

A expectativa é que empresas tradicionalmente focadas em sistemas terrestres passem a atuar de forma integrada em áreas marítimas, espaciais, cibernéticas e de defesa aérea, criando conglomerados militares cada vez mais amplos e verticalizados. 

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