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domingo, 24 de maio de 2026

Relatório revela alto custo da ofensiva russa após quatro anos de guerra na Ucrânia

Relatório afirma que Moscou sofre perdas históricas, avanço lento no front e crescente pressão econômica após mais de quatro anos de conflito

Um estudo divulgado pelo Centro de Análises Estratégicas (Center for Strategic and International Studies - CSIS) concluiu que a Rússia vem pagando um preço extremamente elevado por ganhos territoriais limitados na guerra da Ucrânia, cenário que, segundo os pesquisadores, evidencia um processo gradual de desgaste militar e econômico de Moscou após mais de quatro anos de conflito.

O relatório, intitulado “Russia’s Grinding War in Ukraine”, foi elaborado pelos analistas Seth G. Jones e Riley McCabe e sustenta que, apesar do discurso oficial do Kremlin sobre avanços contínuos, os dados de campo mostram uma guerra de atrito marcada por baixíssimo ritmo ofensivo, elevadas baixas humanas e crescente pressão sobre a economia russa.

Segundo o levantamento, as forças russas sofreram aproximadamente 1,2 milhão de baixas desde o início da invasão em fevereiro de 2022, incluindo mortos, feridos e desaparecidos. O estudo estima ainda que até 325 mil militares russos tenham morrido no conflito, números classificados como os maiores enfrentados por uma grande potência desde a Segunda Guerra Mundial.

Os pesquisadores apontam que o avanço territorial russo ocorre em velocidade extremamente reduzida. Em algumas das principais ofensivas recentes, como na direção de Pokrovsk, as tropas russas teriam avançado entre 15 e 70 metros por dia, desempenho considerado inferior até mesmo ao observado em campanhas historicamente sangrentas da Primeira Guerra Mundial, como a Batalha do Somme.

Apesar da lenta progressão, a Rússia manteve uma estratégia baseada em desgaste contínuo das linhas defensivas ucranianas. O estudo descreve o uso intensivo de pequenos grupos de infantaria, drones FPV, artilharia pesada e bombas planadoras para pressionar posições defensivas ucranianas ao longo de extensas frentes de combate.

A análise também destaca que a Ucrânia conseguiu impor custos elevados às forças russas por meio de uma defesa em profundidade baseada em trincheiras, obstáculos anticarro, minas, drones e sistemas de artilharia distribuídos ao longo do front. Segundo o relatório, a saturação de drones tornou extremamente difícil a movimentação de veículos próximos às linhas de combate.

Mesmo com o alto custo humano, Moscou segue ampliando a pressão militar. Dados recentes indicam intensificação das campanhas de ataques aéreos e de drones contra infraestrutura energética e industrial ucraniana. Segundo a Associated Press, a Rússia lançou recentemente mais de 500 drones e dezenas de mísseis em uma única ofensiva noturna contra diferentes regiões da Ucrânia.

Ao mesmo tempo, Kiev aumentou significativamente sua capacidade de ataques de média e longa distância contra alvos em território russo. Investigações recentes mostram que drones ucranianos vêm atingindo refinarias, sistemas de defesa aérea, centros logísticos e infraestrutura energética dentro da Rússia, afetando a cadeia de abastecimento militar e reduzindo receitas do setor petrolífero russo.

O relatório do CSIS argumenta ainda que a economia russa começa a demonstrar sinais mais claros de desgaste estrutural. Embora Moscou tenha conseguido manter parte de sua estabilidade financeira graças às exportações de energia, os pesquisadores apontam queda na produção industrial, inflação persistente, retração do consumo interno, déficit de mão de obra e desaceleração econômica.

De acordo com o estudo, o crescimento econômico russo desacelerou para apenas 0,6% em 2025, enquanto o Fundo Monetário Internacional projeta expansão igualmente baixa para 2026. Os autores também destacam que a Rússia continua distante das principais potências tecnológicas globais e não possui empresas entre as cem maiores companhias de tecnologia do mundo em valor de mercado.

Apesar das dificuldades, os analistas reconhecem que a Rússia conseguiu manter sua capacidade de combate graças à expansão da produção militar e ao apoio externo de países como China, Irã e Coreia do Norte, especialmente no fornecimento de drones, munições e componentes industriais.

O estudo também contesta a percepção de uma vitória inevitável de Moscou no campo de batalha. Segundo os pesquisadores, desde o início de 2024, a Rússia conquistou menos de 1,5% adicional do território ucraniano, mesmo após sucessivas ofensivas de grande intensidade.

Discussões recentes em fóruns especializados e comunidades de análise militar também refletem crescente percepção de desgaste russo. Usuários em debates sobre segurança internacional apontam que a ofensiva russa de primavera perdeu ritmo e que Moscou enfrenta dificuldades crescentes para manter o atual nível de perdas humanas e materiais.

Embora o Kremlin continue afirmando que mantém a iniciativa estratégica no conflito, o relatório do CSIS conclui que a guerra da Ucrânia se transformou em um conflito prolongado de desgaste, no qual a Rússia enfrenta custos militares, econômicos e humanos cada vez mais elevados para obter avanços considerados limitados no campo de batalha.

Um comentário:

Anônimo disse...

O Center for Strategic and International Studies, geralmente chamado de CSIS, é um think tank norte-americano de política internacional, defesa e geopolítica. Ele foi fundado em 1962 durante a Guerra Fria por Arleigh Burke e David Abshire. O objetivo inicial era produzir análises estratégicas para o governo e para formuladores de política externa dos EUA. ([CSIS][1])

Hoje o CSIS atua em temas como:

* segurança e defesa;
* China, Rússia e Oriente Médio;
* tecnologia e inteligência artificial;
* energia;
* economia global;
* guerra e estratégia militar. ([CSIS][1])

O think tank se define como “bipartisan” (bipartidário), embora muitos críticos o considerem alinhado ao establishment estratégico e militar dos EUA. Ele possui influência significativa em Washington, especialmente junto ao Departamento de Defesa, Congresso e mídia. ([Wikipedia][2])

Sobre o financiamento:

* o CSIS afirma receber recursos de:

* corporações privadas;
* fundações;
* indivíduos;
* agências governamentais. ([CSIS][3])
* entre os financiadores historicamente aparecem empresas de defesa, tecnologia, energia e finanças.
* o próprio CSIS publica listas anuais de doadores e declara defender transparência financeira. ([CSIS][3])

Segundo os dados financeiros divulgados pelo próprio instituto:

* a receita operacional de 2023 foi superior a US$ 53 milhões. ([CSIS][3])

O atual principal dirigente é Joseph F. Dunford, ex-presidente do Estado-Maior Conjunto dos EUA, anunciado como CEO do CSIS em 2026, sucedendo John J. Hamre. ([CSIS][1])

A sede fica em:

* 1616 Rhode Island Avenue NW,
* Washington, D.C., Estados Unidos. ([CSIS][4])

Site oficial:
[CSIS Official Website](https://www.csis.org/?utm_source=chatgpt.com)

[1]: https://www.csis.org/about?utm_source=chatgpt.com "About CSIS | Center for Strategic and International Studies"
[2]: https://en.wikipedia.org/wiki/Center_for_Strategic_and_International_Studies?utm_source=chatgpt.com "Center for Strategic and International Studies"
[3]: https://www.csis.org/about/financial-information?utm_source=chatgpt.com "Financial Information | About CSIS | CSIS"
[4]: https://www.csis.org/about/location-contact?utm_source=chatgpt.com "Location & Contact | About CSIS | CSIS"