Por: Redação DefesaTV
A Base Aérea de Anápolis (BAAN) tornou-se, desde a ultima segunda-feira (11/05), o epicentro do poder aeroespacial brasileiro com a abertura do Exercício Conjunto (EXCON) Escudo-Tínia 2026. O treinamento, de natureza estritamente operacional, mobiliza ativos estratégicos e efetivos da Marinha, Exército e Força Aérea Brasileira em simulações de alta intensidade.
O grande diferencial desta edição é o batismo de fogo simulado do caça F-39 Gripen, que pela primeira vez integra as manobras, inaugurando um novo paradigma de defesa e superioridade aérea para o país, ampliando o nível tecnológico e operacional das missões executadas durante o treinamento conjunto.
Coordenado pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), pelo Comando de Preparo (COMPREP) e pela própria BAAN, o EXCON tem como objetivo avaliar e ampliar a capacidade de resposta das unidades participantes em ambientes operacionais que simulam situações reais de combate e gerenciamento de crise.
De acordo com o diretor do exercício, Brigadeiro do Ar Paulo Cezar Fischer da Silva, o treinamento representa uma oportunidade estratégica para validar doutrinas operacionais, aperfeiçoar o emprego dos meios aéreos e desenvolver novos procedimentos táticos.
“Esse é o maior exercício nacional realizado no âmbito do Comando de Preparo da FAB. Aqui conseguimos avaliar, em um cenário mais complexo, como nossas tripulações empregam os meios aéreos e desenvolvem novas táticas, técnicas e procedimentos”, afirmou o Oficial-General.
Gripen estreia em exercício conjunto da FAB
A estreia operacional do F-39 Gripen no Escudo-Tínia é considerada um dos principais destaques desta edição. A participação da aeronave permite à FAB ampliar o treinamento envolvendo capacidades avançadas de combate aéreo, integração de sensores e operações em ambiente de guerra centrada em rede.
Além do Gripen, o exercício conta com a participação das aeronaves A-1M, A-29 Super Tucano, F-5M, E-99, KC-390 Millennium e C-105 Amazonas, formando um cenário operacional diversificado voltado tanto para missões ofensivas quanto defensivas.
O treinamento também envolve unidades de defesa antiaérea, infantaria, comunicações, comando e controle, saúde operacional e defesa cibernética, reforçando o caráter multidomínio da operação.
Integração entre Marinha, Exército e FAB
Um dos pilares do EXCON Escudo-Tínia 2026 é o fortalecimento da interoperabilidade entre as três Forças Armadas. O treinamento busca ampliar a coordenação entre meios terrestres, navais e aeroespaciais, fator considerado essencial em operações modernas de alta intensidade.
A proposta é consolidar protocolos conjuntos de atuação, melhorar os fluxos de comunicação operacional e aumentar a capacidade de resposta integrada diante de ameaças complexas.
Na avaliação de militares envolvidos na atividade, exercícios desse porte são fundamentais para validar a capacidade de atuação coordenada das Forças Armadas brasileiras em cenários de crise, defesa territorial e operações combinadas.


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