Assalto aeroterrestre com tropas paraquedistas integrou exercício conjunto das Forças Armadas em cenário de defesa aeroespacial
O Exército Brasileiro (EB) realizou, no dia 26 de maio, uma operação de assalto aeroterrestre na cidade de Itaberaí, em Goiás, no contexto da Operação Escudo-Tínia 2026, exercício conjunto que reúne meios da Marinha do Brasil (MB), e da Força Aérea Brasileira (FAB) em um cenário de defesa aeroespacial e operações multidomínio.
A atividade envolveu cerca de 80 militares da Força-Tarefa (FT) Afonso, estrutura pertencente à Força de Prontidão (FORPRON) do EB e composta por meio de organizações militares da Brigada de Infantaria Paraquedista (Bda Inf Pqdt).
Durante o exercício, foram empregadas quatro aeronaves KC-390 Millennium da FAB, utilizadas no lançamento das tropas paraquedistas sobre a área de operações. O salto simultâneo dos militares resultou no fenômeno conhecido entre os paraquedistas militares como “chuva de velames”, quando diversos paraquedas são abertos ao mesmo tempo durante a descida.
Segundo o Exército Brasileiro, o treinamento simulou uma operação de conquista de localidade com o objetivo de acelerar o cerco ao inimigo por meio da inserção aeroterrestre de tropas em área operacional.
O comandante da Força-Tarefa Afonso, tenente-coronel Manfra, destacou o elevado grau de coordenação necessário para a execução desse tipo de operação.
“Quando os velames se abrem simultaneamente no ar, para quem observa do solo, o cenário se assemelha a uma verdadeira chuva de velames. Esse tipo de lançamento exige elevado nível de coordenação entre a tropa e as aeronaves, além de preparo técnico constante dos militares para atuação em operações aeroterrestres”, afirmou o oficial.
Após o salto, os militares executaram procedimentos de segurança e reorganização em solo, incluindo controle do equipamento, verificação dos velames e navegação até a Zona de Lançamento (ZL), considerando fatores como direção dos ventos e espaçamento entre os combatentes durante a descida.
Segundo o Exército, cada militar transportava aproximadamente 50 quilos de equipamentos, incluindo armamento, mochila operacional, capacete e itens de proteção individual. Após atingir o solo, a prioridade operacional foi o rápido estabelecimento das condições de combate e segurança da área para continuidade da missão.
A Operação Escudo-Tínia 2026 teve início em 11 de maio, na cidade de Anápolis, em Goiás, e é conduzida de forma conjunta pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), pelo Comando de Preparo (COMPREP) e pela Base Aérea de Anápolis.
O exercício possui como principal objetivo ampliar a interoperabilidade entre as Forças Armadas, fortalecendo a integração entre meios aéreos, terrestres, marítimos, espaciais e cibernéticos em cenários de elevada complexidade operacional.
Além das operações aeroterrestres, o treinamento inclui missões de apoio aéreo aproximado, defesa aérea, infiltração e exfiltração aérea, reconhecimento aeroespacial, evacuação aeromédica e supressão de defesas inimigas. Entre os meios empregados estão aeronaves F-39 Gripen, A-29 Super Tucano, A-1M, F-5M, E-99, KC-390 Millennium e C-105 Amazonas.
Segundo as Forças Armadas, a atividade demonstra o permanente estado de prontidão das tropas brasileiras e a capacidade de atuação rápida e coordenada em diferentes cenários operacionais e regiões do território nacional.
Com informações da CECOMSEX, Fotos Cb Marcos, Cap Edvaldo





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