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quinta-feira, 21 de maio de 2026

China exibe caça furtivo J-35 em configuração “Beast Mode” com maior poder de fogo ar-ar

Novo arranjo com mísseis externos amplia capacidade ofensiva do caça stealth chinês, mesmo com redução das características furtivas

Novas imagens divulgadas na China mostraram o caça furtivo de quinta geração Shenyang J-35 operando em uma configuração de combate conhecida informalmente como “Beast Mode”, equipado com armamentos montados externamente sob as asas. 

O modelo apareceu transportando quatro mísseis ar-ar de longo alcance PL-15, ampliando significativamente sua capacidade ofensiva em missões de superioridade aérea.Somados aos seis mísseis que podem ser acomodados nos compartimentos internos, o J-35 passa a operar com uma carga elevada de armamentos para confrontos aéreos. 

O caça foi desenvolvido em um programa conjunto da Força Aérea e da Marinha do Exército de Libertação Popular da China, com variantes naval e terrestre oficialmente confirmadas em serviço desde 2025.

A versão naval do J-35 foi projetada para operar em porta-aviões de grande porte, incluindo o Fujian, enquanto a variante da força aérea ainda possui funções operacionais menos definidas dentro da estrutura militar chinesa.

O transporte externo de armamentos é relativamente incomum em aeronaves furtivas de quinta geração, já que os mísseis instalados sob as asas aumentam consideravelmente a assinatura de radar da aeronave, reduzindo parte de suas capacidades stealth. Ainda assim, esse tipo de configuração oferece maior flexibilidade operacional e amplia o volume de fogo disponível em determinados cenários de combate.

Nos Estados Unidos, o termo “Beast Mode” ficou conhecido por designar configurações similares do Lockheed Martin F-35 Lightning II, quando equipado com armamentos externos para maximizar sua capacidade ofensiva. 

A estratégia é considerada viável principalmente em missões nas quais o alcance dos mísseis permite ao caça atacar alvos sem precisar se aproximar excessivamente das áreas de maior ameaça.

O míssil PL-15 utilizado pelo J-35 possui alcance significativamente superior ao de muitos armamentos ar-ar ocidentais, o que pode permitir engajamentos a longas distâncias mesmo com a aeronave operando em uma configuração menos furtiva.

O J-35 é o segundo caça furtivo chinês de quinta geração a entrar em serviço, após o Chengdu J-20, incorporado pela Força Aérea chinesa em 2017. O programa aproveitou grande parte da experiência tecnológica acumulada no desenvolvimento do J-20, incluindo avanços em furtividade, sensores e materiais compostos.

Segundo a mídia estatal chinesa, a seção reta radar do J-35 seria equivalente ao tamanho da palma de uma mão humana — aproximadamente comparável à assinatura de um pardal — graças ao uso de design especial da fuselagem e tecnologias metamateriais.

Com peso máximo de decolagem próximo das 30 toneladas, o J-35 é ligeiramente menor que o F-22 norte-americano, mas significativamente maior que o F-35. Analistas avaliam que a aeronave poderá atuar ao lado do J-20 em uma estratégia de “high-low mix”, na qual o J-35 assumiria missões de menor custo operacional, enquanto o J-20 permaneceria como o principal vetor de superioridade aérea da China.

Atualmente, o J-20, o J-35 e o F-35 são considerados os caças de quinta geração mais avançados em operação, superando aeronaves mais antigas como o Lockheed Martin F-22 Raptor e o Sukhoi Su-57 em diversos aspectos tecnológicos e operacionais.

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