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segunda-feira, 25 de maio de 2026

17 anos após o desastre do voo AF447, Airbus volta ao centro da disputa judicial

Fabricante europeia afirma que decisão da Justiça francesa contraria entendimentos anteriores do Ministério Público

A Airbus anunciou que irá recorrer à Corte de Cassação da França após a decisão do Tribunal de Apelação de Paris que condenou a empresa pelo acidente do voo AF447 da Air France, ocorrido em 2009 durante a rota entre Rio de Janeiro e Paris. O posicionamento foi divulgado oficialmente pela fabricante em comunicado emitido em Toulouse, em 21 de maio de 2026.

No comunicado, a Airbus reconhece a decisão proferida pela Corte de Apelação de Paris, mas ressalta que pretende contestar judicialmente a condenação relacionada ao desastre aéreo que deixou 228 mortos no Oceano Atlântico.

A empresa também reiterou solidariedade às famílias e amigos das vítimas, destacando que, desde o início das investigações, buscou compreender os fatos e contribuir para o aprimoramento da segurança da aviação civil.

Segundo a fabricante, a decisão da Corte de Apelação diverge de posicionamentos anteriores adotados pelo Ministério Público francês e das conclusões emitidas pelos juízes de instrução em 2019. A Airbus também lembrou que havia sido absolvida em primeira instância em 2023.

Diante disso, a companhia informou que apresentará recurso à Corte de Cassação, a mais alta instância judicial francesa para análise de questões legais, com o objetivo de revisar os fundamentos jurídicos da decisão.

A Airbus enfatizou ainda que a segurança de voo permanece como prioridade absoluta da empresa, estando presente em todas as etapas de desenvolvimento, produção e operação de suas aeronaves.

O voo AF447 desapareceu em 1º de junho de 2009 enquanto fazia a ligação entre o Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, e Paris. A aeronave, um Airbus A330 operado pela Air France, caiu no Oceano Atlântico após enfrentar condições meteorológicas severas.

As investigações apontaram uma combinação de fatores técnicos e humanos, incluindo falhas nos tubos de Pitot — sensores responsáveis pela medição de velocidade — e dificuldades da tripulação em lidar com informações inconsistentes durante o voo.

O acidente se tornou um marco para a aviação mundial, resultando em mudanças em protocolos de treinamento de pilotos e atualizações técnicas em aeronaves comerciais.

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