Translate

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Reino Unido envia HMS Queen Elizabeth para treinamento da OTAN antes de virar porta-aviões de alta prontidão em 2027

Porta-aviões britânico inicia três meses de operações em águas do Reino Unido e do norte da Europa, consolidando papel como navio-comando da Força de Reação Aliada da OTAN

O porta-aviões HMS Queen Elizabeth, da Royal Navy (RN), zarpou no início de setembro para um período de três meses de treinamento e operações em águas britânicas e do norte da Europa, etapa que antecede sua transição para o posto de porta-aviões de altíssima prontidão do Reino Unido, previsto para 2027. 

A embarcação que desloca 65 mil toneladas, e conta com tripulação de mais de 800 marinheiros, atuará ao lado de forças aliadas em atividades de defesa coletiva, dissuasão e resposta a crises, segundo informações divulgadas pela RN.

O navio, assumiu em julho, a função de navio-comando da Força de Reação Aliada (Allied Reaction Force, ARF) da OTAN, marco inédito para as embarcações da classe Queen Elizabeth. 

Na ocasião, a bandeira da Aliança foi hasteada a bordo durante cerimônia na Base Naval de Portsmouth, quando o contra-almirante Mark Anderson assumiu o comando do componente marítimo da força, com o HMS Queen Elizabeth servindo como Plataforma de Comando Flutuante (Afloat Command Platform) durante os 12 meses de responsabilidade britânica à frente da força.

Treinamento avançado sob o FOST

Durante a nova fase de operações, o HMS Queen Elizabeth realizará treinamento avançado sob a organização Treinamento Operacional no Mar (Flag Officer Sea Training - FOST) da RN, programa que abrange todo o espectro da guerra naval moderna e avalia a capacidade do navio de responder a ameaças emergentes. 

O estado-maior, embarcado também vai treinar o comando e a coordenação de uma força naval multinacional em cenário de crise, reproduzindo as condições que a ARF exigiria caso fosse ativada pelo Comandante Supremo Aliado da Europa da OTAN.

A capitã Claire Thompson, comandante do porta-aviões, afirmou que a tripulação retorna do período de férias de verão pronta para a próxima fase de treinamento. 

Segundo ela, o exercício representa um marco, tanto para o compromisso do Reino Unido com a OTAN, na condição de Plataforma de Comando Flutuante, quanto para o retorno do navio ao posto de porta-aviões de "prontidão muito alta" da Royal Navy, função que será assumida do HMS Prince of Wales, navio-irmão da classe Queen Elizabeth, no fim de 2027.

Ala aérea híbrida e investimento em drones

O programa de treinamento seguirá até o próximo ano e incluirá a participação em grandes exercícios da OTAN, preparando o HMS Queen Elizabeth para substituir o HMS Prince of Wales como porta-aviões de ataque e navio-almirantado de alta prontidão do Reino Unido. 

Thompson, destacou ainda que o embarque do estado-maior, as atividades de integração e o treinamento são essenciais para, reaprender as competências necessárias à condução segura e eficaz de operações aéreas, com o objetivo de garantir prontidão operacional no núcleo da estrutura da OTAN quando demandado.

A movimentação do porta-aviões ocorre após a confirmação, no Plano de Investimento em Defesa britânico, de €279,3 milhões destinados ao desenvolvimento de novos drones para compor uma Ala Aérea Híbrida de Porta-Aviões (Hybrid Carrier Air Wing). 

O investimento contempla drones com propulsão a jato projetados para operar em conjunto com caças F-35.

Contribuição britânica mais ampla à OTAN

O emprego do HMS Queen Elizabeth, integra a contribuição mais ampla do Reino Unido à Aliança, que conta com mais de 1.000 militares britânicos em postos de comando da OTAN. 

As forças britânicas, também mantêm um batalhão de cerca de 800 militares na Estônia, empregam caças Typhoon sobre a Romênia e operam aeronaves de patrulha marítima P-8 Poseidon e de reconhecimento eletrônico Rivet Joint sobre o Mar Báltico.

O Plano de Investimento em Defesa, também confirmou que o Reino Unido vai integrar a missão nuclear de Aeronaves de Capacidade Dupla (Dual Capable Aircraft) da OTAN com caças F-35A, tornando-se o único membro europeu a comprometer integralmente sua dissuasão nuclear com a Aliança.



Nenhum comentário: