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sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Coreia do Sul recebe primeiro caça KF-21 Boramae de produção em série e inaugura nova fase do programa

Caça biposto foi entregue à Força Aérea sul-coreana após seis meses de testes de aceitação; frota inicial de 40 unidades deve estar completa até 2028

A Força Aérea da República da Coreia (ROKAF) recebeu oficialmente, em 22 de setembro, o primeiro caça KF-21 Boramae de produção em série, marco que encerra a fase de desenvolvimento do programa e dá início à formação de uma frota operacional. 

A aeronave biplace, matrícula "26-001", decolou da fábrica da Korea Aerospace Industries (KAI) em Sacheon rumo à Base Aérea de Yecheon, na província de Gyeongsang do Norte, escoltada por um FA-50, um TA-50 e um T-50, também da KAI. A entrega ocorre 25 anos após o então presidente Kim Dae-jung ter apresentado o programa de caça nacional, em 2001.

A assinatura de aceitação, foi feita em Sacheon pelo major, Han Jae-seok, um dos pilotos operacionais líderes do programa KF-21 na ROKAF, formalizando a incorporação da aeronave ao serviço ativo. Ao chegar a Yecheon, o caça foi recebido pelo chefe do Estado-Maior da Força Aérea, general Son Seok-rak.

Base de Yecheon e reativação do 156º Esquadrão

Yecheon se tornará a primeira base operacional do KF-21, onde a aeronave será operada pelo 156º Esquadrão de Caça, recentemente reativado. A unidade já havia operado caças F-4E Phantom II antes de ser desativada em 2012.

Ao final do voo de transferência, o major Han Jae-seok declarou: "Agora que a ROKAF recebeu o KF-21, aperfeiçoado pelos esforços de inúmeras pessoas, assumiremos essa imensa responsabilidade de defender com firmeza o espaço aéreo da República da Coreia."

Do rollout aos testes de aceitação

A aeronave havia deixado a linha de montagem da KAI em Sacheon em 25 de março deste ano, em cerimônia acompanhada pelo presidente sul-coreano Lee Jae Myung. Desde então, passou por seis meses de testes de aceitação antes da entrega formal à ROKAF.

O programa, batizado inicialmente de KF-X, foi aprovado em 2015 e lançado formalmente em 2016. O primeiro dos seis protótipos foi apresentado em abril de 2021, dando início a uma campanha de testes de desenvolvimento que durou 42 meses e se encerrou em janeiro deste ano, somando 955 testes em solo e 1.601 testes em voo.

Cronograma de entregas e capacidade operacional

A ROKAF, encomendou 40 unidades na configuração Block I, sendo 20 aeronaves previstas para entrega até 2027 e as 20 restantes até 2028. 

O exemplar já entregue, junto aos próximos, será usado para treinamento de transição de pilotos, instrução de manutenção e consolidação dos procedimentos de voo e manutenção da aeronave. A capacidade operacional inicial (IOC) está prevista para o segundo semestre de 2027.

Armamento e configurações futuras

A configuração inicial Block I, é voltada principalmente para missões ar-ar, com capacidade de portar mísseis de longo alcance MBDA Meteor em posições semi-embutidas na fuselagem, além de mísseis IRIS-T, guiados por infravermelho, para combates de curto alcance. Essa versão também contará com capacidade limitada de ataque ar-solo.

Já a configuração Block II, ainda em desenvolvimento, deve ampliar as capacidades de ataque. A KAI também trabalha em uma futura versão Block III, ou KF-21EX, que deve incorporar baías internas de armamento — recurso ainda não confirmado em detalhes técnicos pela fabricante.

Possíveis reflexos nas exportações

Com o primeiro exemplar de produção em mãos da ROKAF, o programa entra em uma nova fase, voltada à consolidação de uma frota operacional. 

Segundo a Asian Military Review, esse avanço pode fortalecer as credenciais do KF-21 em mercados externos, incluindo a Indonésia — parceira do programa, mas com histórico de disputas sobre financiamento, divisão de trabalho industrial e acusações de espionagem industrial — e as Filipinas, onde a KAI segue promovendo ativamente o caça.

Fonte: Asian Military Review — tradução e adaptação textual: DefesaTVNews

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