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quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Força Aérea dos EUA recebe os primeiros drones de combate CCA YFQ-44A Fury e YFQ-42A na Base de Creech

Aeronaves não tripuladas da Anduril e da General Atomics chegam a Nevada para experimentação operacional do Comando de Combate Aéreo ao lado de caças tripulados

Aeronave de Combate Colaborativo YFQ-44A, voa sobre o Deserto de Mojave, após realizar testes de fogo real. O teste, da aeronave YFQ-44 é o mais recente marco no rápido desenvolvimento de operações de CCA seguras e eficazes. (foto da Força Aérea dos EUA por Jennifer Healy)

A Força Aérea dos Estados Unidos (USAF), recebeu as duas primeiras Aeronaves de Combate Colaborativo (CCA), o YFQ-44A Fury, da Anduril, e o YFQ-42A, da General Atomics, na Base Aérea de Creech, em Nevada, segundo comunicado divulgado, nesta quinta feira (24), pela USAF.

As aeronaves, não tripuladas e semiautônomas, vão apoiar a experimentação operacional conduzida pelo Comando de Combate Aéreo (ACC), com o objetivo de definir como esse tipo de meio será empregado ao lado de aeronaves tripuladas em ambientes contestados.

Entregas à Unidade de Operações Experimentais

De acordo com a USAF, a Anduril entregou o YFQ-44A à Unidade de Operações Experimentais (EOU) no mês passado, e a General Atomics entregou o YFQ-42A na semana passada. Os dois aparelhos passam a integrar a rotina da unidade em Creech, onde o ACC vai refinar os conceitos de emprego das CCA.

O secretário da Força Aérea, Troy Meink, afirmou que colocar as CCA nas mãos dos aviadores é a forma de construir o futuro operacional do programa. 

Ele acrescentou que as entregas do Fury, da Anduril, e do Vengeance, da General Atomics, mostram que é possível avançar com velocidade, competir e entregar poder de combate com boa relação custo-benefício à força. 

O chefe do Estado-Maior da Força Aérea, general Ken Wilsbach, disse estar entusiasmado com a chegada das aeronaves e que os aviadores estão ansiosos para ver o que as CCA podem fazer.

Marcos recentes do programa

Segundo a USAF, a chegada a Creech se apoia em uma abordagem acelerada de desenvolvimento, que privilegia a competição, a velocidade e a participação antecipada dos operadores. 

Dois marcos são citados no comunicado, ambos em julho: o teste de tiro real com o míssil AIM-120 a partir do YFQ-44A e o segundo Exercício de Emprego Ágil de Combate (ACE, na sigla em inglês). Segundo a imprensa especializada, que cita um porta-voz da Força Aérea, o exercício foi realizado em Creech entre 20 e 24 de julho.

A Força Aérea afirma que esse modelo de aquisição permite avaliar o desempenho das aeronaves e os conceitos de emprego, ao mesmo tempo em que orienta as necessidades de treinamento, apoio logístico, efetivo e infraestrutura para colocar a capacidade em serviço em escala.

Operações a partir de locais distribuídos

Aviadores designados à EOU já começaram a avaliar operações de CCA em condições representativas. O foco é verificar como equipes menores podem gerar surtidas a partir de locais distribuídos e austeros. Os resultados devem indicar como as CCA podem ampliar o alcance, a flexibilidade e a capacidade de sobrevivência das Forças Aéreas de Combate, dentro de uma equipe homem-máquina mais ampla.

Programa e próximos passos

O programa CCA faz parte de um esforço mais amplo do Departamento da Força Aérea para entregar capacidade acessível, adaptável e pronta para o combate. A experimentação em Creech seguirá orientando como as futuras unidades se organizarão, treinarão, equiparão e empregarão as CCA em apoio à superioridade aérea e a outras missões de combate. 

Fonte: Collaborative Combat Aircraft arrive at Creech AFB, advancing operational integration – Secretaria da Força Aérea / AFNS — tradução e adaptação textual: DefesaTvNews

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