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quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Empresa REGENT apresenta drone autônomo de efeito solo durante evento do Departamento de Defesa dos EUA

Embarcação não tripulada operou em cenários de guerra eletrônica durante o exercício Silent Swarm, consolidando nova capacidade de mobilidade furtiva para forças navais e anfíbias


A empresa REGENT, concluiu com sucesso a demonstração operacional de seu drone autônomo de efeito solo Squire, durante o exercício Silent Swarm, realizado entre os dias 13 e 24 de julho, no estado de Michigan e no Centro de Treinamento de Prontidão de Alpena. 

Organizado pelo gabinete do subsecretário de Defesa para Pesquisa e Engenharia dos Estados Unidos, o evento reuniu diversos ramos das Forças Armadas dos EUA, para avaliar o desempenho de sistemas não tripulados em ambientes sob contramedidas eletrônicas e degradação de sinais. 

Durante 13 dias de testes intensivos, o Squire, operou integrado a diferentes cargas úteis, executando missões de ataque eletrônico, proteção e suporte ao espectro eletromagnético sobre áreas marítimas e fluviais.

O Squire, pertence à classe de plataformas designadas pela empresa como Seaglider USA-V (Veículo Não Tripulado de Superfície e Aéreo). A tecnologia utiliza o efeito solo (Wing-In-Ground Effect – WIG), conceito aerodinâmico no qual a proximidade com a superfície da água gera um "colchão de ar" sob as asas, aumentando drasticamente a sustentação e reduzindo o arrasto. 

Na prática, o drone voa a uma altitude minima acima da água, mantendo-se abaixo da linha de visada dos radares de vigilância marítima tradicionais e contornando a ameaça de sistemas de defesa de área. A plataforma foi projetada para preencher lacunas operacionais em cenários de logística contestada e apoio tático em Teatros de Operações insulares, como o Indo-Pacífico. 

Durante as atividades do Silent Swarm, o drone demonstrou interoperabilidade com sistemas das Forças Armadas dos EUA, operando sob interferência em redes de navegação, comunicação e sensores infravermelhos. Liderado pelo Naval Surface Warfare Center (NSWC), em parceria com a Guarda Nacional de Michigan e centros de teste da Marinha, Exército e Força Aérea, o exercício validou a capacidade do Squire de sustentar conexões de dados e cumprir perfis de missão dinâmicos sem dependência de pistas de pouso convencionais.

Desempenho Técnico e Perfis de Missão

Com arquitetura totalmente elétrica e capacidade de decolagem sobre hidrofólios, o vetor atinge velocidades de cruzeiro substancialmente superiores às de embarcações de superfície convencionais, mantendo assinatura térmica e acústica reduzidas. 

A combinação de alta velocidade com voo rasante amplia a survivabilidade em ambientes saturados por defesas antiacesso e negação de área (A2/AD).

Especificação / ParâmetroDesempenho Operacional
Velocidade MáximaAté 70 nós (aprox. 130 km/h)
Alcance Operacional PlanejadoSuperior a 100 milhas náuticas (185 km)
Capacidade de Carga Útil (Payload)23 kg (50 libras) configuráveis
Dimensões (Comprimento x Envergadura)3,96 m (13 ft) x 5,48 m (18 ft)
Aplicações PrimáriasISR, Guerra Eletrônica, Logística Tática, ASW e SAR

Além do emprego em operações do espectro eletromagnético, o Squire foi desenvolvido para integrar redes de sensores contra submarinos através do lançamento de sonoboias e integração com veículos autônomos subaquáticos (AUVs). 

O desenvolvimento atual ocorre em paralelo às avaliações conduzidas com o US Marine Corps Warfighting Lab, focado em cenários de evacuação médica automatizada e ressuprimento tático em praias de desembarque.

Avanço na Corrida Tecnológica Marítima

O voo inaugural do Squire, realizado em abril de 2026, marcou a primeira operação de um drone militar de efeito solo em território norte-americano. A movimentação busca acelerar a prontidão tecnológica de vetores não tripulados em resposta ao avanço de plataformas similares desenvolvidas pela Marinha do Exército de Libertação Popular (PLAN) da China no Mar do Sul da China.

Especialistas navais apontam que a maturidade demonstrada no exercício Silent Swarm acelera o cronograma de transição do protótipo para programas de aquisição do Departamento de Defesa. 

A versatilidade do modelo permite o desdobramento a partir de navios de desembarque anfíbio ou bases avançadas na costa, garantindo capacidade de pronta resposta com custo logístico reduzido em comparação a aeronaves de asa fixa tradicionais.

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