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terça-feira, 25 de agosto de 2026

Boeing fecha contrato com o Departamento de Guerra dos EUA para sustentação e produção global do F-15

Acordo com teto de longo prazo prevê fornecimento de caças, integração de sistemas e suporte logístico para a Força Aérea dos EUA e sete nações aliadas até 2037.


O Departamento de Guerra dos Estados Unidos (DoW) concedeu à Boeing um contrato na modalidade de Entregas e Quantidades Indefinidas (IDIQ) com valor teto de US$ 131,23 bilhões para o programa F-15 Eagle Crest. 

Anunciado nesta segunda feira, 24 de agosto, pelo Air Force Life Cycle Management Center (AFLCMC), na Base Aérea de Wright-Patterson, Ohio, o acordo visa assegurar a produção de novas aeronaves, integração de aviônicos, modernização de frota e manutenção técnica para a Força Aérea dos EUA, Guarda Nacional Aérea e operadores internacionais. 

Os trabalhos serão centralizados nas instalações de St. Louis, Missouri, com previsão de execução até agosto de 2037.

Estrutura Contratual e Escopo de Longo Prazo

O contrato estabelece um período inicial para a emissão de ordens até 24 de agosto de 2031, prevendo uma opção de prorrogação da janela de pedidos até 24 de agosto de 2036. No ato da assinatura, o governo norte-americano destinou o montante inicial de US$ 343.740 em recursos de Pesquisa, Desenvolvimento, Teste e Avaliação (RDT&E) correspondentes ao ano fiscal de 2026.

Além da montagem de células e modernização de caças operacionais, o escopo prevê a implantação de capacidade orgânica de manutenção em depósitos (organic depot maintenance). 

O modelo possibilita que os próprios depósitos das forças armadas realizem revisões estruturais e intervenções profundas nos sistemas de armas do caça, reduzindo a dependência da infraestrutura fabril para a prontidão diária das unidades.

Expansão Internacional e Vendas Militares Estrangeiras

O acordo engloba operações do programa de Vendas Militares Estrangeiras (FMS) direcionadas a sete países: Japão, Israel, Arábia Saudita, Coreia do Sul, Cingapura, Indonésia e Polônia. 

Enquanto nações como Japão, Israel, Coreia do Sul, Cingapura e Arábia Saudita já operam variantes dedicadas do vetor pesado bimotor, a inclusão de Indonésia e Polônia na estrutura contratual formaliza o arcabouço para o fornecimento de suporte ou eventual aquisição do caça por esses países.

A centralização das atividades em St. Louis consolida a linha de montagem do F-15EX Eagle II e das variantes de exportação como um pilar estratégico da base industrial de defesa dos EUA. 

O arranjo garante a sustentação técnica das frotas existentes e a capacidade de entrega contínua de novos vetores frente ao cenário de elevada demanda por poder aéreo tático no Pacífico e na Europa.

 

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