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terça-feira, 25 de agosto de 2026

C-17 Globemaster III da USAF pousa em Moscou sem justificativa oficial

Aeronave de transporte pesado voou da Letônia para a capital russa em missão não divulgada, gerando especulações no meio militar

Um C-17A Globemaster III, da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF), realizou um voo da cidade de Riga, na Letônia, com destino ao Aeroporto Internacional de Vnukovo, nas proximidades de Moscou, na manhã de hoje (25). 

A rota da aeronave militar norte-americana foi registrada e acompanhada por dados da plataforma de rastreamento Flightradar24, mas até o momento nem o Departamento de Guerra dos EUA nem a USAF confirmaram a finalidade ou os detalhes oficiais da operação em solo russo.

A aeronave, identificada pelo registro de cauda 07-7181 e operando sob o código de chamada (callsign) REACH4555, descolou de Riga por volta das 8h50 (horário de Moscou) e tocou o solo em Vnukovo às 10h04. 

Imagens da trajetória confirmam que o vetor sobrevoou a Letônia e a Lituânia antes de adentrar o espaço aéreo da Federação Russa. 

Perfis especializados em rastreamento aéreo no X (antigo Twitter) chegaram a questionar a precisão inicial das coordenadas digitais, contudo, a presença física do C-17A em solo russo foi posteriormente validada por intermédio de mensagens do sistema ACARS e pelo registro completo da aproximação em Vnukovo.

Relatos não confirmados de fontes independentes apontam que o voo pode ter sido catalogado sob um código de apoio logístico à chefia do Departamento de Guerra americano (SECDEF support code), o que normalmente sinaliza transporte institucional ou apoio a missões de autoridade. 

O itinerário prévio da aeronave teve início em 22 de agosto na Base Conjunta McGuire-Dix-Lakehurst, em Nova Jersey, de onde seguiu para a Base Conjunta de Charleston, na Carolina do Sul, e posteriormente para a Base Conjunta Andrews, em Maryland, antes de cruzar o Atlântico até Riga. 

O Aeroporto de Vnukovo é costumeiramente utilizado para voos governamentais e diplomáticos, mas operações diretas de vetores militares dos EUA no espaço aéreo russo têm se mostrado extremamente raras desde o agravamento das tensões geopolíticas regionais em 2022.

Até o presente momento, nenhuma autoridade de Washington ou de Moscou esclareceu o motivo da viagem, a identidade dos passageiros ou o tempo de permanência do C-17A no território russo.

Matéria Original em Defence Blog / Tradução e Adaptação textual: DefesaTvNews

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