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quarta-feira, 15 de julho de 2026

Primeiro Eurofighter Tranche 4 da Luftwaffe completa voo de aceitação

Aeronave militar com matrícula 34+02 decolou das instalações da Airbus em Manching para voo de aceitação, dando início à substituição dos antigos caças da Tranche 1 da Luftwaffe.

Na última terça-feira, 14 de julho, o primeiro caça Eurofighter Typhoon produzido sob o Projeto Quadriga, realizou seu voo inaugural a partir das instalações de fabricação da Airbus Defence and Space em Manching, na Alemanha. 

A aeronave de última geração, registrada sob a matrícula militar alemã 34+02, cumpriu com sucesso um voo de teste de aceitação de produção com duração aproximada de uma hora. 

O marco dá início prático ao processo de entrega de 38 novos caças do padrão Tranche 4 à Força Aérea Alemã (Luftwaffe), visando substituir modelos tecnologicamente obsoletos e incorporar novas capacidades de radar de varredura eletrônica ativa (AESA).

A decolagem do caça 34+02 consolida o cronograma de testes de aceitação da fabricante após a sua primeira aparição pública oficial. Conforme já havíamos publicado em nosso site, a Airbus apresentou o novo vetor ao público e à imprensa especializada, durante o Defence Summit 2026, realizado no dia 20 de maio, nas instalações de Manching, na Alemanha. 

Na ocasião, o consórcio europeu detalhou os marcos de desenvolvimento do padrão Tranche 4 e destacou o papel estratégico que o lote desempenhará na modernização da linha de frente da força aérea alemã.

Substituição estratégica e modernização da frota

O voo do caça 34+02 representa a concretização do Projeto Quadriga, programa de aquisição estruturado em 2020 que prevê o fornecimento de 38 novos jatos Eurofighter (sendo 30 monopostos e oito bipostos). 

A Luftwaffe definiu esses novos vetores com o objetivo prioritário de substituir integralmente os antigos caças da Tranche 1, integrados à frota na primeira fase de introdução do modelo europeu no início dos anos 2000.

 Os caças da Tranche 1, além de apresentarem limites severos de processamento e arquitetura de computadores para o combate moderno, possuem custos de manutenção crescentes e menor comunalidade de sistemas com as frotas atuais.

Com a chegada progressiva das aeronaves da Tranche 4, a Alemanha desativará paulatinamente as células da Tranche 1, padronizando sua linha de voo operacional e reduzindo a complexidade logística de manutenção e o suprimento de peças sobressalentes.

Salto de capacidade com o radar AESA ECRS Mk 1

Diferente das versões anteriores, as aeronaves do Programa Quadriga saem de fábrica prontas para operar com sistemas atualizados de detecção aérea. 

O principal destaque tecnológico é a integração inicial do radar de varredura eletrônica ativa (AESA) ECRS Mk 1 (European Common Radar System). Desenvolvido pela alemã Hensoldt em parceria com a Airbus, o novo sensor proporciona capacidades significativamente superiores de rastreamento de alvos múltiplos, maior resistência a contramedidas eletrônicas e autoproteção ativa, superando as limitações operacionais do antigo radar de varredura mecânica Captor-M.

A integração desse sistema reposiciona os vetores alemães em igualdade tática com caças avançados em termos de consciência situacional e combate eletrônico no moderno teatro de operações europeu.

O futuro Eurofighter EK de guerra eletrônica

O avanço logístico assegurado pela Tranche 4 também servirá como base para um segundo projeto de modernização de capacidades aéreas. O governo alemão planeja adaptar futuramente 15 das 38 novas aeronaves adquiridas para o padrão Eurofighter EK (Elektronischer Kampf – Combate Eletrônico). 

Esse pacote de modificações táticas integrará a suíte de sensores e casulos de guerra eletrônica Saab Arexis, além de mísseis antirradiação de alta precisão AGM-88E AARGM (Advanced Anti-Radiation Guided Missile).

Essas aeronaves especializadas assumirão as exigentes missões de Supressão e Destruição de Defesas Aéreas Inimigas (SEAD/DEAD), substituindo de forma definitiva a frota restante de jatos Panavia Tornado ECR. Com esse cronograma de entregas e atualizações, o Ministério da Defesa da Alemanha estima garantir a viabilidade operacional e a relevância de sua frota de caças Eurofighter até meados da década de 2060.

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