Tripulação de quatro integrantes ejeta com sucesso após falha no motor; aeronave não transportava armamentos no momento do acidente
Um bombardeiro Tu-22M3, da Força Aeroespacial russa, caiu na manhã desta segunda-feira (15), na região de Irkutsk, na Sibéria, durante um voo de treinamento programado. Segundo o Ministério da Defesa russo, citado pela agência Interfax, a aeronave realizava aproximação para aterrissagem quando perdeu o controle e atingiu o solo próximo à vila de Kamenka, perto da cidade de Svirsk. Os tripulantes conseguiram ejetar e foram levados a unidades hospitalares com ferimentos sem risco de morte.
Versão oficial e primeiras informações
De acordo com a nota do Ministério da Defesa, a aeronave estava sem carga de combate no momento do acidente, e não houve danos registrados no solo. O governador da região de Irkutsk, Igor Kobzev, confirmou em comunicado que o avião caiu próximo à vila de Kamenka e que equipes de emergência e pessoal médico já estavam no local.
Imagens que circulam em redes sociais, mostram a aeronave em mergulho descontrolado em direção a uma área de mata densa às margens do Angara, seguida por uma extensa coluna de fumaça. Moradores de Svirsk relataram ter visto os pára-quedas dos tripulantes no céu antes da queda do bombardeiro.
Possível causa: falha de motor
Conforme apuração da imprensa internacional, a Força Aeroespacial russa indicou falha de motor como causa preliminar do acidente. Não há, até o momento, confirmação oficial definitiva sobre a causa técnica exata, e uma comissão de investigação do Comando Principal da Força Aeroespacial russa foi enviada ao local para apurar o ocorrido.
Segundo informações disponíveis, a tripulação teria mantido o controle da aeronave o suficiente para afastá-la de áreas habitadas antes de ejetar, conforme relatos de moradores locais reproduzidos por veículos russos.
Perfil técnico e contexto operacional do Tu-22M3
O Tu-22M3, codinome "Backfire-C" pela OTAN, é um bombardeiro supersônico de asas de geometria variável desenvolvido pelo escritório de projetos Tupolev, com capacidade para operar em velocidades próximas a Mach 2,2 e alcance operacional estimado entre 6.800 e 7.000 km.
A aeronave é capaz de transportar míssseis de cruzeiro Kh-22 e o míssil hipersônico Kh-47M2 Kinzhal, tendo sido empregada em operações na Síria e na Ucrânia.
A base aérea de Belaya, que abriga o 220º Regimento de Aviação de Bombardeiros Pesados — composto por aeronaves Tu-22M3 e Tu-95 —, está localizada a aproximadamente 50 km a sudeste de Svirsk, área onde ocorreu o acidente.
Histórico de perdas da frota
O acidente desta segunda-feira se soma a uma série de perdas registradas pela frota de Tu-22M3 nos últimos anos, incluindo aeronaves destruídas em solo durante ataques ucranianos com drones de longo alcance contra bases aéreas russas.
A frota remanescente de Tu-22M3 é considerada de difícil reposição, já que a produção de novas unidades foi descontinuada e o programa de modernização Tu-22M3M avança em ritmo limitado.


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