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quarta-feira, 17 de junho de 2026

Daga Atlántica: 42 dias, 400 comandos e o maior adestramento de forças especiais da história argentina

Daga Atlántica 2026 reuniu 400 comandos, blindados Stryker e aeronaves por 42 dias e projetou a Argentina como líder do componente especial no exercício multinacional Panamax 2026


Uma demonstração operacional realizada na província de Córdoba, encerrou o Exercício Conjunto Combinado Daga Atlántica 2026, o primeiro treinamento de Forças de Operações Especiais conduzido em conjunto pela Argentina e o Estados Unidos, em território nacional argentino. 


O objetivo central foi fortalecer as capacidades operativas das forças por meio do adestramento conjunto e combinado com grupos operacionais, elevando os padrões de preparação e interoperabilidade para uma atuação integrada em possíveis teatros de combate. A atividade reuniu unidades especializadas das três Forças Armadas argentinas, sob controle operacional do Comando Conjunto de Operações Especiais (CCOE). 


O cenário e as fases do exercício


O ponto central do exercício simulou uma crise internacional de grande magnitude que exigiu a intervenção coordenada dos grupos especiais, a proteção de objetivos estratégicos, a recuperação de alvos críticos, o traslado de personalidades e funcionários em situação de risco e outras missões correlatas. 


As atividades se desenvolveram na área da  VII Brigada Aérea de Moreno, na província de Buenos Aires, onde as bases navais de: Puerto Belgrano e Baterías, na cidade de Punta Alta, e na guarnição militar da província de Córdoba, integraram as capacidades do Exército, da Marinha Argentina e da Força Aérea Argentina, além de forças internacionais associadas sob a condução operacional do CCOE. 

O exercício cobriu 1.500 km dentro do território nacional, com desdobramentos em cenários urbanos, rurais e costeiros, acumulando 100 h de capacitação especializada sob procedimentos de combate compatíveis com os padrões da OTAN. 


Os participantes realizaram capacitação intensiva em planejamento, comando e controle para Forças-Tarefa de Operações Especiais, aplicando a metodologia Joint Training System (JTS), utilizada em exercícios multinacionais de referência como o Panamax e o Unitas. 


Os Stryker em ação


Um dos elementos de maior destaque operacional foi a estreia dos veículos blindados de combate a rodas recém-incorporados pelo Exército Argentino. Ao menos quatro unidades M1126 Stryker foram transferidas a Córdoba para apoiar as operações em campo, protagonizando um novo desdobramento dentro de um cenário de treinamento conjunto e combinado. 


De acordo com fontes militares presentes no terreno, a atividade consistiu em uma manobra de resgate de reféns conduzida com apoio da delegação norte-americana, principalmente na etapa de planejamento prévio. 


Em uma fase posterior, as unidades em terra solicitaram o apoio dos helicópteros para ataques sobre as defesas aéreas posicionadas ao redor do objetivo, abrindo caminho para a chegada da primeira onda de blindados e das unidades de operações especiais. Os VCBR Stryker foram o elemento responsável pela extração dos reféns em direção a uma posição segura.


A incorporação dos Stryker tem como objetivo dinamizar e renovar o material empregado pela Força de Desdobramento Rápido do Exército Argentino, cujo núcleo é a X Brigada Mecanizada. O programa VCBR 8×8 prevê a incorporação de até 209 veículos em diferentes variantes, com o objetivo de padronizar e robustecer a capacidade operativa do Exército.


Meios aéreos e estrutura combinada


Entre os meios aéreos utilizados, figuraram helicópteros Bell UH-1H e AB-206 da Aviação do Exército, além de veículos de combate blindados a rodas M1126 Stryker. A Força Aérea Argentina também teve participação relevante por meio de um avião de transporte C-130H Hércules, a partir do qual foram realizados lançamentos de paraquedistas nos dias anteriores à demonstração principal. 


Projeção estratégica: o caminho para o Panamax 2026


O resultado mais imediato do exercício vai além do adestramento. O CCOE assumirá a condução do Componente Combinado de Operações Especiais (CFSOCC) no Panamax 2026, junto com forças dos: Estados Unidos, Panamá, Colômbia, Peru, Equador, Belize e República Dominicana. 


Trata-se de um reconhecimento explícito da capacidade argentina de liderar operações especiais combinadas em âmbito regional. A finalização do Daga Atlántica 2026 representa "um passo significativo para o fortalecimento da ação militar conjunta, a cooperação internacional e o desenvolvimento de capacidades estratégicas para a Defesa Nacional", conforme declaração oficial do governo argentino. 










Com informações, foto e video, MD Argentino

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