Após de ter sido revelado uma nova versão biposto do Sukhoi Su-57 Felon, fontes russas informaram que o desenvolvimento da aeronave foi realizado especificamente para atender, os requisitos apresentados pelo Ministério da Defesa da Índia, interessado em operar uma versão de dois assentos do caça de quinta geração.
Segundo a fonte, outros potenciais clientes internacionais também demonstraram interesse na nova configuração biposto do Su-57, embora nenhum país adicional tenha sido oficialmente identificado.
A Força Aérea Indiana (IAF) possui um histórico consolidado de preferência por aeronaves russas de dois assentos. O país operou extensivamente os modelos Sukhoi Su-30MKI e Sukhoi Su-30MK, enquanto nunca adquiriu em grande escala os caças monopostos Sukhoi Su-27 ou Sukhoi Su-35.
Especialistas apontam que outros operadores asiáticos, como Vietnã e Malásia, também historicamente demonstraram forte preferência por variantes bipostos em programas de aquisição de aeronaves de combate.
Analistas avaliam atualmente três cenários principais para uma eventual incorporação do Su-57 pela Índia. O primeiro envolveria a compra direta de aeronaves produzidas na Rússia. O segundo prevê produção sob licença em território indiano com modificações limitadas.
Já o terceiro, considerado o mais ambicioso, envolveria um programa conjunto altamente customizado, incorporando sistemas, sensores e subsistemas desenvolvidos pela própria indústria indiana.
A nova versão poderia se encaixar em qualquer um desses modelos de cooperação. Entretanto, especialistas observam que, caso Nova Délhi opte inicialmente por compras “off the shelf”, ou seja, aeronaves prontas fabricadas na Rússia, Moscou precisará acelerar o desenvolvimento da variante de dois assentos para garantir entregas rápidas.
Em abril, a Rosoboronexport confirmou que múltiplos países já haviam realizado pedidos do Su-57, levantando especulações de que a Índia possa ter efetuado uma encomenda inicial para acelerar sua entrada na aviação de quinta geração enquanto negociações industriais mais amplas continuam em andamento.
Em fevereiro de 2025, autoridades confirmaram que um acordo de produção sob licença do Su-57 estava sendo analisado entre Moscou e Nova Délhi. Onze meses depois, em janeiro de 2026, o Ministério da Defesa Indiano (MoD) informou que as negociações haviam avançado para uma fase técnica aprofundada.
Outro fator considerado altamente relevante ocorreu em junho de 2025, quando o governo russo teria oferecido acesso integral ao código-fonte do Su-57 como parte de um eventual acordo industrial. A proposta foi vista como incomum no mercado internacional de defesa, especialmente em comparação às restrições tradicionalmente impostas por fornecedores ocidentais como Dassault Aviation e Lockheed Martin.
Analistas indianos apontam que limitações operacionais e restrições de autonomia tecnológica impostas por fornecedores ocidentais sempre foram fatores sensíveis para Nova Délhi em programas estratégicos de defesa.
Em dezembro de 2025, o diretor do Serviço Federal Russo de Cooperação Técnico-Militar, Dmitry Shugayev, chegou a sugerir que a cooperação envolvendo o Su-57 poderia evoluir para um programa plenamente conjunto entre Rússia e Índia.
Especialistas indianos demonstram expectativas elevadas sobre a capacidade da indústria nacional de desenvolver sensores, aviônicos e sistemas próprios para uma versão altamente customizada do Su-57. Ainda assim, os recorrentes atrasos em programas nacionais de caças na Índia geram dúvidas sobre a viabilidade de um desenvolvimento doméstico totalmente independente.
Nesse contexto, os atrasos acumulados em projetos locais fortaleceram significativamente o interesse indiano no Su-57 como solução de curto e médio prazo para modernização da aviação de combate do país.
Analistas consideram que o surgimento da versão biposto representa um marco importante na adaptação do programa Su-57 às exigências indianas e pode indicar o primeiro grande sinal concreto da influência de Nova Délhi sobre o desenvolvimento futuro da aeronave.
Existe ainda a possibilidade de que as variantes bipostos obtenham desempenho comercial superior às versões monopostos no mercado internacional, especialmente diante da crescente demanda por aeronaves capazes de atuar como plataformas de coordenação de drones de combate e operações multi-domínio.




Nenhum comentário:
Postar um comentário