Análise destaca modernização contínua do Lightning II e limitações estruturais do primeiro caça stealth de quinta geração da USAF
O caça furtivo, Lockheed Martin F-35 Lightning II, já supera de forma significativa o., Lockheed Martin F-22 Rapto, em diversos aspectos tecnológicos e operacionais, segundo avaliação do especialista em aviação militar Abraham Abrams, publicada pelo site Military Watch Magazine.
O estudo, faz parte de uma entrevista concedida por Abrams, sobre seu novo livro dedicado ao programa F-35 e revisita a comparação entre os dois únicos caças ocidentais de 5ª geração colocados em operação pelos Estados Unidos.
Embora o F-22 tenha sido inicialmente concebido como o principal caça de superioridade aérea da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF), Abrams afirma que limitações herdadas do período pós-Guerra Fria, associadas à interrupção prematura da produção e à ausência de modernizações profundas, deixaram o Raptor tecnologicamente defasado diante do avanço contínuo do F-35.
Segundo o especialista, o F-22 representa essencialmente um padrão tecnológico da década de 1990. O programa sofreu sucessivos cortes orçamentários após o fim da Guerra Fria, reduzindo tanto o número de aeronaves produzidas quanto parte de suas capacidades originalmente planejadas.
Um dos exemplos citados é o radar, AN/APG-77 do F-22, considerado tecnologicamente inferior ao moderno radar, AN/APG-85, que equipa as versões mais recentes do F-35.
Abrams, destaca que o Raptor possui limitações importantes em capacidades de guerra em rede, integração de dados e consciência situacional. Entre os pontos apontados estão a ausência de sistemas avançados equivalentes ao Sistema de abertura distribuída (DAS), menor capacidade de guerra eletrônica, limitações em inteligência eletrônica e a falta de mira montada no capacete do piloto.
De acordo com o analista, essas deficiências reduzem significativamente a capacidade de combate visual do F-22, especialmente em cenários modernos de alta integração digital.
Já o F-35 foi desenvolvido desde sua origem como uma plataforma centrada em conectividade, fusão de sensores e operações multi domínio. O Lightning II consegue integrar informações de radares, sensores infravermelhos, guerra eletrônica e sistemas externos em uma única interface operacional para o piloto.
Além disso, o caça possui elevada capacidade de compartilhamento de dados em tempo real com outras aeronaves, navios, sistemas terrestres e centros de comando.
Outro fator destacado pelo especialista é o contínuo processo de modernização do F-35. Segundo Abrams, a aeronave vem recebendo atualizações constantes entre diferentes lotes de produção, incluindo melhorias em sensores, softwares, motores, revestimentos furtivos e sistemas eletrônicos.
Em contraste, o F-22 teve produção encerrada precocemente e nunca recebeu investimentos equivalentes em atualizações incrementais profundas.
O especialista reconhece que o Raptor ainda mantém vantagens importantes em desempenho cinemático, como velocidade máxima, aceleração, super cruzeiro e manobrabilidade. Entretanto, afirma que essas qualidades já não compensam sua inferioridade tecnológica em sensores, integração digital e guerra eletrônica.
Além disso, o F-22 também enfrenta elevados custos de manutenção e baixos índices de disponibilidade operacional, fatores que levaram a USAF a discutir, desde o início da década de 2020, planos para aposentadoria gradual da aeronave antes do previsto originalmente.
A análise ganha ainda mais relevância diante dos recentes planos de modernização do F-35. Em setembro de 2025, a Lockheed Martin confirmou negociações com o Pentágono para elevar o Lightning II a um padrão “5ª geração plus”, incorporando tecnologias derivadas do futuro programa de 6ª geração F-47.
O CEO da empresa, Jim Taiclet, afirmou que as melhorias poderão fornecer ao F-35 cerca de “80% das capacidades de uma aeronave de sexta geração”, incluindo novos motores, sistemas avançados de guerra eletrônica, melhorias furtivas e recursos ampliados de inteligência artificial.
Especialistas avaliam que possíveis atrasos no desenvolvimento do futuro caça de sexta geração dos Estados Unidos devem ampliar ainda mais os investimentos no F-35, consolidando o Lightning II como principal vetor aéreo ocidental pelas próximas décadas.
Atualmente, o F-35 tornou-se o maior programa de caça da OTAN e de diversos aliados dos Estados Unidos, com centenas de aeronaves já entregues para forças aéreas da Europa, Ásia e Oriente Médio.
Já o F-22 permanece restrito exclusivamente à USAF, com apenas 187 unidades operacionais produzidas antes do encerramento definitivo da linha de fabricação em 2011.
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