O governo cubano estaria reforçando significativamente suas capacidades militares com a aquisição de mais de 300 drones de origem russa e iraniana, segundo relatórios da Central de Inteligência Americana (CIA).
De acordo com a CIA, o Ministério da Defesa cubano teria incorporado novas aeronaves não tripuladas em meio ao aumento das tensões entre Havana e Washington e às preocupações do governo cubano sobre uma possível escalada militar norte-americana na região do Caribe.
Fontes afirmam que militares cubanos passaram a considerar cenários envolvendo ataques contra a Base Naval de Guantánamo, navios de guerra dos Estados Unidos e até a cidade de Key West, no sul da Flórida, localizada a cerca de 160 quilômetros do território cubano.
As informações surgem enquanto o Ministério das Relações Exteriores de Cuba reafirma que o país responderá militarmente em caso de agressão externa.
O chanceler cubano, Bruno Rodríguez Parrilla, acusou os Estados Unidos de construírem um “caso fraudulento” envolvendo supostos planos de ataques com drones como justificativa para novas sanções econômicas e uma possível intervenção militar.
Segundo Rodríguez, Cuba está se preparando “para enfrentar agressões externas no exercício do direito legítimo à autodefesa reconhecido pela Carta da ONU”, embora tenha negado intenções ofensivas contra os Estados Unidos.
Analistas militares observam que drones de ataque de baixo custo produzidos pela Rússia e pelo Irã demonstraram alta efetividade operacional em conflitos recentes no Oriente Médio e na Ucrânia, especialmente em missões de saturação de defesas aéreas, ataques contra infraestrutura crítica e operações assimétricas.
A proximidade geográfica de Cuba em relação ao território continental norte-americano amplia a relevância estratégica desse tipo de armamento. A curta distância até o sul da Flórida permitiria o emprego de sistemas relativamente simples e de baixo custo em operações de pressão militar ou dissuasão.
O relatório também menciona especulações anteriores sobre o possível interesse cubano em sistemas avançados de artilharia de foguetes, incluindo o sistema norte-coreano KN-25, que poderia permitir ataques de longo alcance contra alvos na Flórida a partir de plataformas móveis.
O cenário ocorre em meio ao agravamento das tensões regionais envolvendo Cuba, Venezuela e Estados Unidos.
Fontes cubanas confirmaram, no início de janeiro, a morte de 32 militares cubanos durante confrontos envolvendo as forças norte-americanas na Venezuela. O episódio teria ocorrido durante uma operação atribuída à unidade de forças especiais Delta Force contra o presidente venezuelano Nicolás Maduro.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a reconhecer publicamente que “muitos cubanos foram mortos” durante os confrontos.
Historicamente, Cuba mantém tradição de apoio militar internacional a aliados políticos e ideológicos, tendo participado de operações militares no Oriente Médio e na África durante a Guerra Fria, incluindo apoio à Síria na Guerra do Yom Kippur de 1973 e operações em Angola contra forças sul-africanas, utilizando caças MiG-23 e sistemas de defesa aérea soviéticos.
Com informações Military Watch Magazine.

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