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terça-feira, 19 de maio de 2026

China envia porta-aviões Liaoning para novos exercícios militares no Pacífico Ocidental

A Marinha do Exército de Libertação Popular (PLA Navy), anunciou no 19 de maio, ter enviado um grupo de batalha liderado pelo porta-aviões Liaoning para uma nova série de exercícios militares no Pacífico Ocidental, ampliando a presença naval chinesa em uma das regiões mais estratégicas do Indo-Pacífico.

Segundo o comunicado, os treinamentos incluem voos táticos de longo alcance, exercícios com munição real, operações de apoio e cobertura, além de missões integradas de busca e resgate. O objetivo declarado é testar e elevar o nível de prontidão de combate das forças navais chinesas.

Atualmente, o Liaoning é o único porta-aviões da marinha chinesa plenamente disponível para operações com aeronaves de asa fixa. O mais moderno dos porta-aviões chinês, o Fujian, ainda não atingiu plena capacidade operacional, enquanto o Shandong passa por um processo de modernização e manutenção.

Pequim também mantém pelo menos dois novos super porta-aviões em construção, incluindo o primeiro porta-aviões chinês com propulsão nuclear.

Operações intensificadas nos últimos meses

Nos últimos seis meses, o Liaoning participou de uma série de exercícios de grande escala e demonstrações de força no Pacífico. Em dezembro de 2025, o grupo de batalha do porta-aviões iniciou operações aéreas após atravessar áreas marítimas próximas à província japonesa de Okinawa. 

Durante essas atividades, caças embarcados Shenyang J-15 teriam estabelecido travamento de radar sobre caças japoneses McDonnell Douglas F-15J Eagle em duas ocasiões sobre águas internacionais ao sudeste de Okinawa, aumentando significativamente a tensão entre Pequim e Tóquio.

Autoridades japonesas demonstraram preocupação com o episódio, especialmente diante da crescente assertividade chinesa na região. Posteriormente, em abril de 2026, o Liaoning também atravessou o Estreito de Taiwan em resposta à passagem do destroier japonês JS Ikazuchi (DD-107) pela mesma área dias antes.

Exercícios próximos às Filipinas

No final de abril, o grupo de batalha do Liaoning conduziu operações no Mar do Sul da China, incluindo exercícios nas proximidades das Filipinas. As manobras ocorreram simultaneamente a exercícios conjuntos realizados por forças das Filipinas, Estados Unidos, Japão, Austrália, Canadá, França e Nova Zelândia.

As operações chinesas chamaram atenção pelo emprego conjunto de um navio de assalto anfíbio da classe Type 075 landing helicopter deck (LHD), capaz de operar até 30 aeronaves em missões que variam de assaltos aerotransportados até guerra antissubmarino.

Ala aérea do Liaoning recebe novas aeronaves

Desde sua entrada em serviço em 2012, o Liaoning passou por profunda evolução operacional. Inicialmente classificado apenas como navio de treinamento, o porta-aviões foi resignado como unidade plenamente operacional em 2019, após modernizações significativas.

Seu grupo aéreo também vem recebendo novos meios, incluindo os caças modernizados Shenyang J-15B e as aeronaves de guerra eletrônica Shenyang J-15D. Analistas avaliam que a China poderá futuramente incorporar o caça furtivo embarcado Shenyang J-35, além de aeronaves não tripuladas de combate e apoio logístico ao grupo aéreo do Liaoning.

Expansão da capacidade aeronaval chinesa

O Liaoning continua sendo um dos maiores porta-aviões em operação fora da United States Navy e já demonstrou capacidade de realizar elevadas taxas de surtidas aéreas em áreas estratégicas do Pacífico.

Em maio de 2022, por exemplo, o porta-aviões realizou mais de 100 surtidas aéreas nas proximidades de instalações militares norte-americanas em Okinawa.

Especialistas consideram que os exercícios recentes refletem o avanço acelerado da doutrina aeronaval chinesa e o esforço de Pequim para consolidar capacidade de projeção de poder em águas distantes do território continental.

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