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| (Photo: Jonathan Tweedy) |
A Marinha dos Estados Unidos (US Navy) realizou voos de teste com um caça F/A-18F Super Hornet equipado com o míssil tático conjunto avançado AIM-260A (JATM, na sigla em inglês), no que representa o primeiro registro fotográfico público deste armamento confidencial em uma aeronave de combate da linha de frente.
As imagens, capturadas pelo fotógrafo Jonathan Tweedy na Base Aérea de Eglin, no dia 13/05, revelam que o substituto do consagrado míssil AMRAAM avançou para uma fase visível de testes de integração operacional.
Esse marco técnico promete estender substancialmente a capacidade de sobrevivência e o raio de engajamento da aviação embarcada norte-americana em cenários futuros de combate além do alcance visual (BVR).
O míssil foi visualizado em um dos suportes de fuselagem do caça, local rotineiramente reservado para mísseis da família AIM-120 ou para casulos (pods) de designação de alvos. A análise das marcações coloridas na ogiva revelou tratar-se de um exemplar real de testes, indicando a maturidade do projeto.
O design observado na imagem coincide com as projeções digitais divulgadas pela Força Aérea e pela Marinha norte-americanas nos últimos anos, confirmando que as dimensões externas do AIM-260A permanecem compatíveis com os compartimentos internos de armas de caças de quinta geração, como o F-22 Raptor e o F-35 Lightning II, embora o novo vetor entregue um alcance significativamente superior.
Desenvolvido em regime de alta confidencialidade desde 2019, o projeto do AIM-260A surgiu como uma resposta estratégica direta ao surgimento de mísseis ar-ar de longo alcance de potências concorrentes, especificamente os modelos chineses PL-15 e PL-17.
Estimativas do setor de defesa indicam que o novo motor de propelente sólido do míssil norte-americano garante uma zona de exclusão aérea mínima de 190 quilômetros (100 milhas).
O avanço do programa reflete-se também no orçamento das forças armadas dos EUA, com projeções de investimentos que saltaram de US$ 894 milhões para cerca de US$ 2,9 bilhões para o próximo ciclo fiscal, visando atingir uma cadência de produção em larga escala a partir de 2027.

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